Tio Alírio era um poeta. Um homem de muita música e sensibilidade. Que amava os amigos e a família, que dificilmente tirava o sorriso do rostou. Falava manso até para dar esporro, era mesmo desses.

Farrista caseiro, era difícil tirá-lo de casa pra qualquer evento. Batizado, missa de sétimo dia, aniversário de criança… Muito difícil.

Ontem Beto lembrava das desculpas que dava para escapulir.

Uma não é nem tão original: “Ahh, nesse dia eu vou estar doente…”. A diferença é que ele ficava doente mesmo. Febre, dor de cabeça, passava o dia na cama.

Outra era mais cara de pau. “Porque ir se depois a gente tem que voltar?”.