
O cabra acorda com o Bom Dia Brasil falando falando.
Que é um absurdo. Que se fuma maconha no imenso campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Isso mesmo, maconha. A câmera quase escondida de um ex-aluno flagra (isso mesmo: flagra) a turma consumindo a erva nos intermináveis gramados da universidade.
Que é uma coisa livre, que ninguém nem se esconde. Que o reitor não pode fazer nada. Que a Polícia Federal foi alertada, mas não avançou nas investigações.
E pronto. A notícia fala por si mesma. Existe uma planta proibida, que muita gente fuma. E muito dessa gente fuma essa planta lá na UFRPE. Fica no ar o sentimento de que alguma coisa tem que ser feita para que isso acabe, pelamordedeus.
Nenhum papo sobre redução de danos, sobre iniciativas ou movimento que discutem a descriminalização da canabis.
Enquanto como meu cuscuz com ovo em Palmeira dos Índios, a televisão continua me explicando o mundo.
Lula deu camisa pra Obama mas não quer se esforçar em reduzir o aquecimento global / adolescente é morta por bala perdida no Rio / Câmara alivia pros ficha-suja / assassinos condenados / hackers alvoroçados / Ronaldo “putaquepariu, gordinho” Felômeno mete três gols na quarta-feira / Zedelalencar luta contra o câncer…
No finalzinho, já no finalzinho, enquanto termino minha dose diária de cafeína, outra droga aparece na telinha. É o mesmo, o mesmíssimo telejornal, da mesmíssima emissora. Só não é a mesmíssima repórter porque assim também é demais também.
Transbordando alegoria, a matéria fala sobre a relação carinhosa das pessoas com a cachaça e seus diversos ‘nomes’. Tem cena na mercearia, tem sertanejo dizendo poesia, tem papo sobre as origens, sobre os tipos. Tem muita gente entornando o precioso líquido, sendo flagrado (??) pelas câmeras abertas da maior emissora de tevê do Brasil.
Aqui pra nós, eu sei que é de manhã. Mas se tivesse um cajuzinho, bem que deu vontade de tomar uma lapadinha pra começar o dia.
Quadrinhas e loas à parte nenhum papo sobre os (muitos) problemas causados pelo alcoolismo no Brasil, sobre o risco de dependência, sobre outros males que a droga pode causar à saúde.
Só eu acho que tem algo de errado com isso?
Em tempo: como você pode ver no “Como assim?”, esse bodegueiro é favorável à descriminalização do uso da maconha e outras drogas, e contrário à propaganda de qualquer uma delas (inclusive das que atualmente são lícitas).
Ele mermo
9 de July de 2009 às 1:07 pm
sim, concordo
que droga (quase qualquer uma) é ruim, todos sabemos, mas a política proibicionista traz mais malefícios que as drogas ilícitas, e a propaganda das lícitas nem se fala.
ja viu a do café letícia? (não sei se é essa marca mesmo)
“adultos devem tomar pelo menos 4 xícaras de café por dia para aproveitar seus benefícios!”
Thiago
9 de July de 2009 às 1:58 pm
É sério que tem maconha na Rural??? Miii-sericórdia…
Hugo
9 de July de 2009 às 5:32 pm
Definição de droga, segundo dicionário Houaiss: 1. substância ou ingredientes usados em farmácia, tinturaria, laboratórios químicos etc; 2. substância que altera a consciência e causa dependência; entorpecente; 3. coisa ruim ou sem valor.
Leia-se: cola, gasolina, benzina, éter, loló, cocaína, crack, cafeína, teobromina, MDMA ou ecstasy, GHB, metanfetamina, anfetiminas, PRACEMPA, cogumelos, skunk, LSD, psilocibina, álcool, barbitúricos, diluentes, catamina, cloreto de etila, clorofórmio, ópio, morfina, heroína, maconha, haxixe, etc.
P*** que P****!
ñeco
10 de July de 2009 às 11:35 pm
tb publicado no blog que paga pau para o bodega:
http://filipetadamassa.blogspot.com/2009/07/erva-maldita-e-santa-cachaca-as-drogas.html
andressa
15 de September de 2009 às 9:26 am
oi andressa miu beijos para voce ooooook/
Dandaara
26 de September de 2009 às 5:30 pm
Droga é toda e qualquer substância, natural ou sintética que introduzida no organismo modifica suas funções. As drogas naturais são obtidas através de determinadas plantas, de animais e de alguns minerais. Exemplo a cafeína (do café), a nicotina (presente no tabaco), o ópio (na papoula) e o THC tetrahidrocanabiol (da cannabis). As drogas sintéticas são fabricadas em laboratório, exigindo para isso técnicas especiais. O termo droga, presta-se a várias interpretações, mas ao senso comum é uma substância proibida, de uso ilegal e nocivo ao indivíduo, modificando-lhe as funções, as sensações, o humor e o comportamento. Do ponto de vista jurídico: “Para fins desta Lei, consideram-se como drogas as substâncias ou produtos capazes de causar dependência, assim especificados em lei ou relacionados em listas atualizadas periodicamente pelo Poder Executivo da União”. Isto significa dizer que as normas penais que tratam do usuário, do dependente e do traficante são consideradas normas penais em branco. Atualmente, no Brasil, são consideradas drogas todos os produtos e substâncias listados na Portaria n.º SVS/MS 344/98.