Deixa eu ver se eu entendo.

Vamos fazer de conta que não sabemos quem são as pessoas.

Uma é candidata à presidência está hoje na liderança de todas as pesquisas, com prognóstico de ganhar as eleições no primeiro turno. Trata-se, importante lembrar, que é a preferida do atual presidente, que tem aprovação superior a 80% e elevou todos os indicadores sociais do país muitas vezes mais que seus antecessores nas últimas dezenas de anos. Vamos chamá-la apenas de “candidata”.

Outro é candidato à presidência, contra ela. Já foi candidato antes. E perdeu. Perdeu inclusive uma vez quando não conseguiu nem sair candidato pelo seu partido. Esse vem caindo pesquisa após pesquisa, sempre e constantemente, desde que pesquisas são feitas. Trata-se, importante lembrar, do candidato preferido pelas maiores empresas de comunicação do país, que inclusive já se pronunciaram pública (mas não oficialmente) contra o presidente bem-aprovado supracitado. Vamos chamá-lo apenas de “candidato’.

Essa semana todos os meios de comunicação do país estão nos informando sobre uma coisa muito interessante.

Um contador diz que fez uma maracutaia para, junto à Receita Federal, quebrar o sigilo fiscal de 140 pessoas. Entre elas, 5 diretamente ligadas ao “candidato”.

O contador diz não saber quem foi a pessoa que o mandou fazer isso. Mas garante que foi alguém que quer prejudicar o “candidato”.

Aparentemente, ele não diz, mas nas entrelinhas a gente fica querendo acreditar que quem mandou foi gente ligada à “candidata”.

Então a “candidata” que cresce a cada pesquisa encomendou uma maracutaia trapacística fiscal para obter informações para que possa usar contra o “candidato” que cai a cada pesquisa?

Vocês me desculpem, mas eu não entendo nada nem de política nem de futebol.

Em tempo: o bodegueiro vai votar em Plínio de Arruda (Psol), por ter sido o único candidato que abertamente coloca-se a favor da descriminalização da maconha, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da legalização do aborto e do controle social dos meios de comunicação.