Digo logo que isso não foi com ninguém que eu conheço. Mas foi assim.
O telefonema é entre uma jornalista que produz um programa de televisão e um assessor de imprensa de uma convidada a participar como entrevistada.
PRODUTORA – Recebi seu email confirmando a entrevista. Obrigada.
ASSESSOR – Ah, que nada. Disponha.
PRODUTORA – Olha, só faltaram as perguntas…
ASSESSOR – Como assim?
PRODUTORA – As perguntas, ora. A gente precisa que você envie 15 perguntas pra a gente passar pra a entrevistadora.
ASSESSOR – Como assim?
PRODUTORA – Você pega e manda pra a gente 15 perguntas pra a gente perguntar e a entrevistada responder.
ASSESSOR – E é?
PRODUTORA – É, né? Senão, como é que a gente vai saber o que perguntar?
O tempo passa, o tempo voa. O assessor rabisca umas perguntas, envia por imeiu. Novo telefonema.
PRODUTORA – Tudo bom, Fulano. Vê, você só mandou doze perguntas.
ASSESSOR – É que Sicrana fala muito, eu acho que vocês conseguem desenrolar. Ela é muito gente fina, vocês vão ver.
PRODUTORA – Mas rapaz, você quer me quebrar? Eu te peço 15 perguntas e você me manda só 12?
ASSESSOR – Sério mesmo. Perguntar não é a tarefa de vocês não?
PRODUTORA (já perdendo a paciência) – Você quer me ensinar a trabalhar? Eu sou jornalista diplomada!
ASSESSOR – Avalie se não fosse…
Juliana
12 de March de 2010 às 8:41 am
Jornalismo cordial, não, né? Isso é incompetência mesmo! Ou então, preguiça!!! Me poupe!!! A produtora ganha pra fazer o que? Fazer ligação? Deveria ser contratada como telefonista, então!