Crianças que decoram o texto da propaganda antes de saber dizer quais são os dias da semana. Aprendem senhas, aplicativos e até a biografia das bonequinhas feiosas que nem ficam em pé. Sanduíches com gosto de brinquedo aumentam índices de obsesidade que trazem consigo diabetes, hipertensão e outras doenças que no Brasil matam mais do que o HIV.

Jogos Olímpicos que são apenas a megapropaganda de megacorporações disfarçadas de megaevento esportivo. O discurso da saúde protagonizado por atletas que terão lesões musculares variadas, artrose e reumatismo antes dos 40.

Exames variados detectando patologias novas, antigas e possíveis futuras. Abrindo as portas para o sucesso da indústria farmacêutica com suas pesquisas científicas e crescentes investimentos em marketing e viagens ao Caribe para médicos parceiros.

Numa época em que até postos de gasolina falam em sustentabilidade, a indústria de refrigerantes ricos em sódio e açúcar apoia projetos para a reciclagem de plástico, anunciando a ação de responsabilidade social em comerciais bem dirigidos que custam o triplo da ação.

E tudo o que eu queria mesmo era uma costelinha de porco bem tostada por fora e macia por dentro, grelhada depois de cozinhada num caldo de ervas aromáticas. Coberta com molho agridoce e servida com um copinho americano de cerveja bem gelada.