Eu soube tudo de uma vez.

Que cenas de sexo entre uma assessora do Senado e seu boyzinho tinham vazado na Internet.

Que a moça era bem, digamos, bem apessoada e que as imagens bombaram na rede mundial da putaria, digo, dos computadores.

Que, por isso, ela tinha perdido o emprego.

Vi as cenas para tirar minhas dúvidas. Estaria ela usando um aposento público para fins privados? Entre um gemido e outro, teria a funcionária recebido indevidos pagamentos, notas frias, créditos não identificados? Faria parte do vídeo qualquer tipo de conduta que pudesse colocar em dúvida o caráter a a honestidade da moçoila?

Se tinha, não encontrei.

Trata-se de uma bela menina curtindo um amorzinho gostoso com seu rapaz.

Do vídeo, tira-se apenas duas conclusões.

1) a moça é realmente bonita;

2) ela, como a maior parte dos brasileiros e brasileiras maiores de idade (e alguns menores), trepa.

Antes dela, outras pessoas já tinham sido reveladas interneticamente com a boca (nem sempre a boca) na botija (nem sempre a botija). Gente ligada ao mundo das artes e das celebridades, atletas de futebol e afins.

Até agora ninguém tão ligado, digamos, ao poder. Até agora, que eu lembre, ninguém havia perdido o emprego por conta disso.

Não conheço o senador Ciro Nogueira (PP/PI), que antes contratou e agora exonerou a assessora vitima da exposição involuntária (e isso é o que menos importa). Mas só posso atribuir sua decisão a um dos fatores abaixo:

1) um conservadorismo bobo e covarde que faz do natural ato sexual, quando exposto, uma coisa suja e repugnante, não compatível às tarefas ‘sérias’ e ‘probas’ a que deveriam dedicar-se funcionários públicos;

2) ciúmes da moça, que estava nos braços (não necessariamente os braços) de outro;

3) ciúmes do rapaz, que estava nos braços (não necessariamente os braços) de outra.