Faz muitos anos que o povo Tupinambá da Serra do Padeiro, no Sul da Bahia, cobra das autoridades federais uma resolução sobre o processo de demarcação de suas terras.
Em 2003, conscientes dos seus direitos, os indígenas começaram um processo de retomada e hoje os 600 integrantes do povo vivem da agricultura e destaca-se principalmente pela produção de farinha.
Semana passada, porém, a Polícia Federal entrou na comunidade com um mandado de busca e apreensão, invadiu salas de aula e destruíram bebedores de água, carteiras.
Alguns índios foram espancados e levaram tiros de balas de borracha.
O índio Rosivaldo, o cacique Babau, era o ‘alvo’ procurado pela polícia. A acusação é de dano ao patrimônio público, rechaçada pelos índios numa nota pública que divulgaram na última sexta-feira (e publicada na íntegra aqui).
Há que diga que, ao agredir os tupinambás, a PF cumpria uma função que já deveria estar em desuso: a criminalização daqueles que lutam por seus direitos em favor dos antigos fazendeiros da região.
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