aparecer_tvEntão vamos lá.

Alguém aqui acharia realmente ruim se houvesse canais (ou horários em canais) de televisão e rádio disponíveis para que grupos diversos pudessem produzir sua própria programação?

Se fossem criados, nos moldes dos Pontos de Cultura, núcleos de comunicação em municípios e comunidades. Locais em que jovens pudessem ser capacitados para trabalhar com equipamentos de rádio, televisão e internet?

Se os governos municipais, estaduais e federal fossem obrigados a investir uma percentagem do que gastam com publicidade em iniciativas de comunicação comunitária e popular?

Se os recursos do Fundo para a Universalização das Telecomunicações (Fust, que quase todo mundo paga, e que nunca foi usado) fossem utilizados para, entre outras coisas, a universalização da banda larga gratuita, especialmente no interior.

Se as empresas de comunicação que ocupam o espectro eletromagnético (um bem público) tivessem que cumprir normas acordadas com a sociedade da mesma forma que empresas de ônibus, hospitais e escolas?

Na boa.

Esqueçam o discurso batido (e falacioso) da censura e do tal “comitê único” (que ninguém nunca defendeu e que não está escrito em documento algum).

Lutar pela liberdade de expressão é, entre outras coisas, criar alternativas para que um grupo maior de pessoas e grupos possam se comunicar livremente. Inclusive – e não somente – através do espectro eletromagnético (que, como já foi falado, é limitado).

Honestamente, não vejo nada de autoritário nessas propostas. Nem vejo nada de ‘lulista’ ou de ‘petista’ nelas. Até porque, se assim o fossem, possivelmente já teriam sido implementadas.