Alguém aqui acharia realmente ruim se houvesse canais (ou horários em canais) de televisão e rádio disponíveis para que grupos diversos pudessem produzir sua própria programação?
Se fossem criados, nos moldes dos Pontos de Cultura, núcleos de comunicação em municípios e comunidades. Locais em que jovens pudessem ser capacitados para trabalhar com equipamentos de rádio, televisão e internet?
Se os governos municipais, estaduais e federal fossem obrigados a investir uma percentagem do que gastam com publicidade em iniciativas de comunicação comunitária e popular?
Se os recursos do Fundo para a Universalização das Telecomunicações (Fust, que quase todo mundo paga, e que nunca foi usado) fossem utilizados para, entre outras coisas, a universalização da banda larga gratuita, especialmente no interior.
Se as empresas de comunicação que ocupam o espectro eletromagnético (um bem público) tivessem que cumprir normas acordadas com a sociedade da mesma forma que empresas de ônibus, hospitais e escolas?
Na boa.
Esqueçam o discurso batido (e falacioso) da censura e do tal “comitê único” (que ninguém nunca defendeu e que não está escrito em documento algum).
Lutar pela liberdade de expressão é, entre outras coisas, criar alternativas para que um grupo maior de pessoas e grupos possam se comunicar livremente. Inclusive – e não somente – através do espectro eletromagnético (que, como já foi falado, é limitado).
Honestamente, não vejo nada de autoritário nessas propostas. Nem vejo nada de ‘lulista’ ou de ‘petista’ nelas. Até porque, se assim o fossem, possivelmente já teriam sido implementadas.
Roberta
17 de March de 2010 às 7:45 am
Ivan,
Concordo plenamente contigo, mudaria apenas o título p/: “Existe liberdade sem igualdade”. Acredito que a questão de fundo é esta, pois se formos tratados como iguais (que pressupões a diferença), teremos a garantia de acesso para todos a fundos públicos, a espaços na TV e Rádio, maior número de rádio comunitários, jornais livres, internet para todos e etc.
Gerardo
17 de March de 2010 às 10:53 pm
Ivan, muito boas as suas propostas. Acho até que algumas bem viáveis, com o uso do FUST pra universalizar a banda larga.
Agora, se não tem censura nem comitê, me explica por favor como é o controle social da mídia proposto no documento final da CONFECOM.
Abraços e PST!!