Meu irmão Fernandinho e meu compadre bodeguista Érico tiveram uma idéia que acreditam genial.

São homens ligados no futuro, nas oportunidades. E, comigo, estão lançando uma editora digital. O nome do empreendimento é “Novo Livro” e o site é novolivro.com. Não acho que era pra divulgar ainda, porque ainda não tá pronto. Mas, enfim.

A idéia é priorizar os chamados e-books (ainda se chama isso?). Os livros ficariam um determinado tempo no ar pra você baixar, pagando. Depois de um certo tempo, a turma poderia pegar tudo de grátis.

Por motivos quase óbvios, as primeiras publicações da editora serão meus três livros.

O primeiro problema: minha completa desorgainzação fez com que, dos três, eu só tivesse um salvo em formato digital (o Kanimambo, inclusive à disposição nesta própria Bodega).

A saída foi apelar. Contactei meu sobrinho-irmão. Garoto gente fina, 17 anos de muita soneca e vídeo game. Dudu tá lascado no colégio, ficou em umas 43 matérias, fez prova de reré e tudo mais. Também tá precisando de uns trocados. Ali estava a oportunidade.

Fui claro.

“Dudu, tá afins de um trocado?”

Claro que ele estava.

Antes eu havia pesquisado. Um serviço de digitação custa por volta de R$2,00 por página. Quatro vezes mais o que eu estava disposto a pagar.

“Dudu, tu tás liso, eu tenho uma necessidade e vou fazer as vezes do capitalista, enquanto você vai ser o proletário. Você sabe que no capitalismo o trabalho é pago não pelo que ele vale, mas pelo que o cara tá disposto a pagar. Tu tem duas opções. Fazer o trabalho por essa merreca que eu tou te oferecendo ou passar mais uns dias das tuas férias jogando videogame de bolso vazio”.

Aguardem, daqui para fevereiro, Quasamar e Problema de Coluna, na íntegra, de grátis pra baixar.