Os olhos abertos de agosto tinham que significar alguma coisa e eu não sabia o que era.

Só ao aproximar aquele pedaço de pão branquinho da boca veio o estalo. Deveria começar o regime, entregar-me aos exercícios físicos, colocar a faca no dente e combater virilmente as altas taxas de colesterol e triglicerídeos que estão doidinhas pra me emboscar.

Foi por pouco.

Uma tigela de salada de frutas deu conta do recado matinal, antes de uma hora de caminhada pelas ruas do meu Recife. Naturalmente evitando os lugares próprios para o exercício (onde só vão os gordos) e procurando não dar pinta de atleta (veja dicas aqui).

Nada de frituras, carnes vermelhas, gorduras poli, trans ou monosaturadas. Nada de refrigerantes, açúcar refinado ou sal em excesso. Legumes variados com um taquinho de frango deu conta do almoço sem suco. O que sobrou virou sopinha pra tomar de noite e três uvinhas antes de dormir.

Acordo feliz e satisfeto com a disciplina de um dia inteiro. Tenho certeza absoluta que as taxas  baixaram.

Já pode beber?