A menina de três anos, como o pai, gosta muito de dormir.
E, como o pai, também não gosta de ser acordada.
Mas tem que levantar da cama às 6h30 todas as manhãs. De segunda a sexta-feira.
Banho, farda do colégio, café da manhã, escova de dentes, dez minutos de caminhada até a escola.
Às vezes é mais fácil, às vezes mais difícil.
Hoje foi mais difícil.
Sob as garras oníricas de Morfeu, a menina não queria nada.
“Não quero acordar”
“Não quero tomar banho”
“Não quero comer”
“Não quero tomar leite”
“Não quero escovar os dentes”
“Não quero ir pro colégio”
Mas teve que acordar, tomar banho, comer, tomar leite, escovar os dentes, ir pro colégio. Às custas de toda a reserva paterna de paciência.
No caminho da escola, já ia tranquila, o pai resolveu desabafar.
“Papai tá com dor de cabeça, sabe por quê?”
“Por que, papai?”
“Porque você deu muito trabalho hoje, fez muita malcriação. Aí dói a cabeça de papai”.
Não se passaram dois minutos de relógio.
“Papai, tou com dor de barriga…”
“Mas agora? Justo no caminho do colégio?”
“É. Tou com dor de barriga. Sabe por quê? Porque você me acordou e mandou eu vir pro colégio”.
Dani Acioli
20 de August de 2010 às 12:47 pm
: ))))) Lua, danada! É pei, buf, Moraes. Tem conversinha, não. Não argumentou, amigo…. então?! : ) Pontos para a pequena fofa Lua.
ivana
20 de August de 2010 às 1:44 pm
toma o que tu queria.
carol
23 de August de 2010 às 10:04 am
ensinasse a argumentar agora aguente…hehehe…minha(nossa) lua é ua gigante!