A menininha de três anos tem prisão de ventre. Já eram quase quatro dias sem ir ao banheiro. Dor na barriga, mal humor, todos os sintomas que eu ou você também teríamos.
Ela sabia. Mais uma vez papai teria que apelar para o uso do supositório.
“Ô, papai, bota não…”
Papai tem que botar. Ouve o choro e aplica o doloroso medicamento de glicerina.
“Papai, pede pra sair…”
“Ô, seu supositório, saia por favor da barriguinha da minha filhinha. E traga um monte de cocô com você”
“Mas é menina, papai. É compositória. Não é compositório não.”
“Ô, dona compositória, saia por favor da barriguinha da minha filhinha. E traga um monte de cocô com você”.
“Ela vai sair, papai?”
“Vai sim, meu amor. Só tem que esperar um pouquinho”
Em quinze minutos, a menina está sentada na privada
“Pede pra ela sair, papai”
“Dona compositória, vamos saindo, vamos? Por obséquio…”
“Eu acho que ela vai sair, papai”
“Vai mesmo?”
“Vai sim. Ela só tá terminando de arrumar as coisas dela e se despedindo dos amiguinhos. Jajá ela sai.”
E saiu.
andre gustavo
13 de April de 2010 às 8:32 pm
Meu pirraia tem quatros anos.É um relógio.todo dia,18h,lá vem barro.As vezes o torpedo é tão grande,mas tão grande,que eu não sei como saiu de dentro daquele maguinho…
alfredo de oliveira neto
18 de April de 2010 às 9:25 pm
Isso é que é persuasão! Acho que voçê iria curtir à beça um livro do meu avô (de Beto também), o Alfredo de Oliveira, chamado “Essas coisas (crônicas) que acontecem”. Nele tem uma seção só de “sacação infantil” de sobrinhos, netos, filhos e filhos de amigos. Pede a Beto que ele deve ter um exemplar para ti. Abraços, ah, o filho saiu: http://www.riocife.blogspot.com/ acho que precisarei de supositórios quando ele tiver crescidinho…