Foi entre uma garfada e outra.
Sentada à mesa, olhando para o prato com purê, macarrão, galinha e farofa, a menina de três anos matutava.
Matutou, matutou e verbalizou:
“Mainha?”
“Diga, minha filha”
“Cinco mais quatro é igual a seis, né?”
“Não, meu amor. Cinco mais quatro é igual a nove.”
De bate-pronto, sem perder a confiança, a resposta foi rápida:
“Ah, tá. Então eu quase acertei.”
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