A menina de dois anos voltou do colégio cheia de recomendação.

Meio assustada, a professora informou que tinha levado um tombo, empurrada por um amiguinho. Botou gelo, observou durante a manhã. Um galinho cresceu no cucuruto. Coisa de criança.

“Como foi isso, minha filha?”

“Eu tava brigando com meu amiguinho Rafa e ele me empurrou”.

“Brincando?”

“Não, papai, brigggggando”, não sei como, mas ela consegue forçar o ‘g’.

“Hmmm, mas foi sem querer, né?”

“Foi não. Ele empurrou, mas depois ficou quietinho”

“Ele pediu desculpas?”

“Não. Acho que ele esqueceu”.

“E tá doendo?”

“Nada, papai. Foi só um sustinho”.