Suo e bicas enquanto escrevo. Suo em bicas enquanto estou sentado, deitado, parado ou andando. Suo em bicas assim que saio do chuveiro frio, a qualquer hora do dia ou da noite. Se estou respirando, possivelmente estou suando.
No sul, o programa dominical avisa que as ostras estão magrinhas. A água, quente demais, prejudica o desenvolvimento das bichinhas.
Os moços e moças da televisão mal respiraram depois do terremoto no Haiti. Agora é a vez do Chile, que vem com tsunamis ‘de brinde’ para o Japão e o Havaí. Furacão na Europa. Tempestade em Campo Grande. Até um dia desses eram enchentes em São Paulo, deslizamentos no Rio de Janeiro.
Os desastres ambientais já não mais se revezam. Vêm todos de uma vez e confundem o bom-mocismo das campanhas de solidariedade. Pessoas de bom coração já não sabem mais pra onde estão indo aquele garrafão d’água mineral e aquela caixa de aspirinas que deixaram no carrinho do supermercado destinado às doações.
Mas é só ligar o ar-condicionado que o aperreio vai embora.
Lea Cavalcanti
1 de March de 2010 às 11:59 am
Eu estava pensando nestes assuntos hoje. Feliz coincidência.
O aqyecimento global e o derretimento dos terráqueos é grave. Vivo no ar frio para conseguir sobreviver.
Sobre os sinais, acho que o planeta está um pouco irritado. Ouvi hoje Ana Maria Machado (que está no Chile) dizer que a sensação de terra firme desaparece num terremoto e a pessoa se desespera também por não ter o que fazer, a terra se abre com rachaduras. e aí? e nós?
E penso na nossa cidade, aqui os prédios caem sozinhos, os engarrafamentos não tem lógica, a última ventania, que não durou 10 minutos, apagou os sinais e derrubou árvores. Temos MUITA sorte com a mãe natureza pois não estamos preparados pra nadica de nada.
E falaria mais e mais, colocaria Deus, astros e até aviões caindo na história, afinal, por enquanto, estou numa confortável sala a 26° acima de zero, com água potável e gelada de graça.
Lea
Suyene Carvalho
2 de March de 2010 às 2:06 am
E viva o inventor do aparelho de ar-condicionado, rsrsrs.