Quem me escreveu ontem virada nas tamancas foi a bodeguista Joseanne Carla.

A moça já não morria de amores pelo Consórcio Grande Recife e a Itamaracá Transportes, responsáveis por seu ir-e-vir laboral. Agora resolveu desacreditar de vez nas promessas de reconciliação.

Como de costume, saiu de casa às 6h para pegar um ônibus que a deixasse no trabalho. Mal pôde acreditar, portanto, que por causa de um tal “plano de férias”, a frota que já atendia mal, foi reduzida com o aval do poder público que regulamenta o transporte. Mesmo com a demora, a passageira teve que se espremer para entrar num ônibus “mega-ultra-hiper lotado” e mesmo assim chegar atrasada no trabalho – duas horas e quarenta minutos depois de deixar sua residência.

“Se já tem poucos veículos, ainda reduzem mais ainda? É esse o transporte público de qualidade que o governador Eduardo Campos quer nos oferecer? É essa gestão pública que ele diz ser exemplar? Que venha a copa do mundo… Porque pior que tá, não fica!”, encerra seu desabafo.

Será que fica?