ConstituiçãoSim. Assim como você, eu também gosto de escutar a conversa dos outros.

Dia desses, estava eu tentando montar um prato de salada num self service bem transadinho aqui no Recife.

À minha frente, duas mocinhas. Vinte e poucos anos. Arrumadinhas, cheirosinhas, organizadinhas e sorridentes.

Tá bom, vou admitir que gosto mais de ouvir as conversas das moças desse segmento.

As da minha fila de restaurante estavam estudando para concurso público, vejam que legal. Estavam cursando esses cursinhos legais que se cursa para prestar concurso e conseguir emprego estável com bom salário (sem perder o espírito cívico).

Uma delas estava preocupada. Matriculou-se numas aulas de direito constitucional e quase enlouquece nas primeiras aulas.

“Menina, tou vendo muita coisa nova… Você sabe que logo no primeiro dia de aula, o professor falou que todo mundo deveria comprar sua própria Constituição… Menina, fiquei besta na hora… Me veio uma coisa na cabeça… Foi quando eu soube que a Constituição era um livro que poderia ser comprado em qualquer livraria… E eu pensava que era uma coisa assim, que ficava guardada lá em Brasília…”

Pêésse: pra comprar uma Constituição por cinco pratas, aperte esse pitoco aqui.