barrigaEu demorei a entender.

Na 7843a. vez em que assistia o Ronaldo  fazer o gol de empate do Corinthians contra o Palmeiras, eu confesso que estava até incomodado com tanta exposição sobre a volta do gordinho ao futebol e aos gols.

Foi quando a ficha caiu (você é da geração da ficha?).

Calçava a apertada chuteira para mais um retorno aos campos do futebol soçaite, superando os limites da barriga para amarrar o cadarço.

Na  mente me veio a imagem do barrigudo mais famoso do mundo da bola. Em sua alegria ‘felomenal’, derrubava o alhambrado e dizia ao mundo inteiro que os gordos também têm vez.

Que não é um par de arrobas que vai impedir qualquer pessoa de seu inalienável direito a dar suas caneladas.

E assim, entrei em campo como um campeão mundial.

E dignamente, ao final da partida, arrastei-me para casa com o dever cumprido e uma gravata vermelha.