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	<title>Bodega &#187; Comedologia</title>
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	<description>Um pouco de tudo</description>
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		<title>Penitência</title>
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		<pubDate>Sun, 01 May 2011 13:29:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Família católica, sabe como é. Nem invente de comer carne na Sexta-feira Santa. Não, não pode. Tem que sacrifício. Nem venha com essa conversa. Indiscutível. Tradição é tradição. Não se fala mais nisso. Nada de bife. Aliás, nem frango. Porco nem pensar. Nem presunto. Não, não pode. Sim, não venha com essa história de que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/prato_faca_garfo1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-4358" title="prato_faca_garfo1" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2011/05/prato_faca_garfo1.jpg" alt="" width="396" height="262" /></a>Família católica, sabe como é.</p>
<p>Nem invente de comer carne na Sexta-feira Santa. Não, não pode. Tem que sacrifício. Nem venha com essa conversa. Indiscutível. Tradição é tradição. Não se fala mais nisso. Nada de bife. Aliás, nem frango. Porco nem pensar. Nem presunto. Não, não pode. Sim, não venha com essa história de que &#8216;presunto não é carne&#8217;. É carne, sim. Deixe disso. Pronto.</p>
<p>Família unida, Semana Santa na praia, sabe como é.</p>
<p>A Sexta-feira começa com um café da manhã frugal. A churrasqueira que funcionou a todo vapor no dia anterior, agora descansa. Na cozinha nota-se um mini-rebuliço. É a bisavó/avó/mãe (depende do referencial) que dá o pontapé inicial do vatapá. Cozinha o peixe, pica as verduras. Aquela coisa toda.</p>
<p>As primeiras doses de uísque começam a surgir pouco antes das onze da manhã. Na mesa da varanda, começam a aparecer os primeiros camarões.  Alho e óleo. Queijo coalho assado, castanha, amendoim, azeitonas. A primalhada começa a aparecer e quanto mais animado o assunto, maior a rotatividade das pequenas vasilhas que vêm cheias e vão vazias.</p>
<p>Ensopadinho de marisco vai bem com farinha e um pouquinho de limão. “Essa pimenta é forte?” “É não, mas tem que respeitar”.</p>
<p>Então a gente respeita. Agora o camarão vem na manteiga e um primo reclama porque esse ano esqueceram de comprar peixe em posta pra servir fritinho de tira-gosto. “É bacana com cerveja. Vacilaram, hein?”.</p>
<p>Uma cachacinha mineira aparece acompanhada de rodelinhas de abacaxi.</p>
<p>“Alguém quer bolinho de bacalhau?”</p>
<p>“Tá valendo”, aceitaram uns dois ou cinco.</p>
<p>Pelo certo, já havia estômagos saciados quando alguém veio lá de dentro informar que o almoço tava na mesa. Coisa leve. Feijão de coco, bacalhau, macarrão&#8230; Ah, o vatapá da mãe/avó/bisavó chamava a atenção. Não deu para quem quis.</p>
<p>Nessa hora tinha criança se preparando para comer lasanha no jantar – sem carne, claro. Caprichada no queijo e no molho branco, a massa também voou no pau em poucos minutos.</p>
<p>Enquanto pacotinhos de sal de frutas começavam a efervescer nos copos da casa, alguém gemia de azia e má digestão.</p>
<p>Na boa, tá ficando cada vez mais difícil cumprir essa penitência. Sabe como é&#8230;</p>
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		<title>Dia do beijo. Agora se garanta</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Apr 2011 14:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comedologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Ouvi dizer que hoje é o dia do beijo. E eu não posso ouvir falar em beijo sem lembrar de uma festinha de padroeira que eu fui em Lagoa do Carro, interior pernambucano. Meus pelos pubianos nem existiam ainda, mas essa história não sai da cabeça. Uma professora queria faturar uns trocados pra um evento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Ouvi dizer que hoje é o dia do beijo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">E eu não posso ouvir falar em beijo sem lembrar de uma festinha de padroeira que eu fui em Lagoa do Carro, interior pernambucano. Meus pelos pubianos nem existiam ainda, mas essa história não sai da cabeça.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Uma professora queria faturar uns trocados pra um evento qualquer (não lembro se era São João, jogos internos ou pastoril). Achou de botar uma barraca no meio da feira com a placa &#8220;vende-se beijos&#8221;.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Quando perguntada &#8220;quem vai dar o beijo&#8221;, a moça não hesitava um instante. &#8220;Eu mesma, ora. Tou vendendo meus próprios beijos.&#8221;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">A marmanjada ficou eufórica. Meninos, jovens e velhos apressaram-se em comprar as fichas para a sequencia de beijos que seria a maior da história do ainda distrito de Carpina. A distribuição começaria às 22h em ponto e todos já formavam a fila na frente da barraca, tendo em mãos o passaporte para a docente (indecente?) beiçada.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Chegado o momento, o primeiro beijador fez cara de galante. Ensacou a camisa de botão, ajeitou o chapéu e fez biquinho e fechou os olhos.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">A esperta mercadora oscular tirou da gaveta uma caixa de beijinhos de coco e sorrateiramente tascou o doce na boca do surpreendido donruã.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Não precisava, mas vou dizer que nem todo mundo entendeu a brincadeira e a professora teve que ser escoltada de volta pra casa, sob palavrões e ameaças de morte.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Lembrar eu não me lembro. Mas tenho pra mim que o beijo que ela serviu tinha muitas chances de ser bem melhor do que o esperado pela galera.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">E era mais ou menos assim:</p>
</div>
<div><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/beijinho.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-4274" title="beijinho" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2011/04/beijinho.jpg" alt="" width="400" height="145" /></a></div>
<div>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Pega uma lata de leite condensado e bota no fogo baixo com uma generosa colher de manteiga (se quiser, pode tascar um ovo, um pinguinho de baunilha, essas frescuras.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Vai mexendo como se fosse um brigadeiro (só que você sabe que não é). Mas não pode parar senão esculhamba tudo.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Quando começar a desgrudar da panela, introduza duas mãozadas bem generosas de coco ralado (fresco, hein?), misture com empolgação e deixe esfriar num prato ou mesmo no balcão devidamente untado.</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Aí é só fazer a bolinhas e ser feliz.</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Tortilla de camarones</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Jan 2011 03:49:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comedologia]]></category>
		<category><![CDATA[Zôio]]></category>
		<category><![CDATA[Arequipa]]></category>
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		<category><![CDATA[Nova Palomino]]></category>
		<category><![CDATA[Peru]]></category>
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		<description><![CDATA[O nome é &#8216;tortilla de camarones&#8217;, mas se a gente fosse batizar por aqui possivelmente chamar-se-ia &#8220;fritada de pitu&#8221;. Como diriam alguns gourmês interioranamente conhecidos: é o fraco! O nome do restaurante é Nova Palomino e fica na bela cidade de Arequipa, no Peru.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/tortilla.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3877" title="tortilla" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/tortilla.jpg" alt="" width="400" height="300" /></a>O nome é &#8216;tortilla de camarones&#8217;, mas se a gente fosse batizar por aqui possivelmente chamar-se-ia &#8220;fritada de pitu&#8221;. Como diriam alguns gourmês interioranamente conhecidos: é o fraco! O nome do restaurante é Nova Palomino e fica na bela cidade de Arequipa, no Peru.</p>
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		<title>Ossobuco de alpaca</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Dec 2010 13:31:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Zôio]]></category>
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		<category><![CDATA[Gastón Acurio]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Peru]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas também pode chamar de chambaril. O gosto é do velho e bom bode guisado. O restaurante é o Chicha de Arequipa, no Peru.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/alpaca.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3864" title="alpaca" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/12/alpaca.jpg" alt="" width="400" height="262" /></a> Mas também pode chamar de chambaril. O gosto é do velho e bom bode guisado. O restaurante é o Chicha de Arequipa, no Peru.</p>
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		<title>Bom dia</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Oct 2010 13:37:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[bom dia]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[cuscuz]]></category>

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		<description><![CDATA[Cuscuz de milho com queijo manteiga, acompanhado de bolinhas fritinhas de linguicinha de bode. Café da manhã nordestino, seu moço e dona moça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/10/2010-10-13-09.24.48.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3610" title="2010-10-13 09.24.48" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/10/2010-10-13-09.24.48.jpg" alt="" width="400" height="236" /></a>Cuscuz de milho com queijo manteiga, acompanhado de bolinhas fritinhas de linguicinha de bode.</p>
<p>Café da manhã nordestino, seu moço e dona moça.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Saladinha supimpa e levinha e bonitinha</title>
		<link>http://www.bodega.blog.br/comedologia/saladinha-supimpa-e-levinha-e-bonitinha/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 03:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comedologia]]></category>
		<category><![CDATA[receita]]></category>
		<category><![CDATA[salada]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei se isso acontece com você. Mas quando cozinho para mim mesmo (e acerto) fico doente quando não tem ninguém por perto pra dividir. Foi o que aconteceu esses dias, quando eu organizei a salada que ilustra essa página. Como não podia te chamar naquela hora, fotografei o prato e vou aqui dizer como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/08/salada.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-3404" title="salada" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/08/salada.jpg" alt="salada" width="400" height="229" /></a>Não sei se isso acontece com você.</p>
<p>Mas quando cozinho para mim mesmo (e acerto) fico doente quando não tem ninguém por perto pra dividir. Foi o que aconteceu esses dias, quando eu organizei a salada que ilustra essa página.</p>
<p>Como não podia te chamar naquela hora, fotografei o prato e vou aqui dizer como fiz. Depois você me diz se prestou mesmo.</p>
<p>Primeiro abri a geladeira e vi o que tinha:</p>
<p>Alface americana, rúcula, milho em conserva, manga, pepino, cenoura, laranja. Hmmm, beleza.</p>
<p>Também tinha um peito de frango já filezinho e uns condimentozinhos.</p>
<p>Foi assim. Com os verdes já lavados, deixei eles mergulhados em água com vinagre de maçã. Não sei porque, mas eles ficam mais crocantes depois desse banho.</p>
<p>Aí fui cortando as coisas. Da manga fiz palitinhos. A cenoura, ralei. O pepino, descasquei, tirei as sementes, cortei em rodinhas fininhas (e também joguei na piscina vinagrística com os outros verdes).</p>
<p>Hora de preparar o frango, que comecei cortando em cubinhos. Numa frigideira bem quente, dei uma seladinha (isso quer dizer uma passadinha na &#8216;chapa&#8217;, pra conservar a umidade da carne. Depois espremi a laranja por cima dos quadradinhos, um alhinho espremidinho e esperei secar.</p>
<p>Quando a penosa começou a dourar, joguei um molho shoyo e uma colher de mel. Barabim, barabum, pronto.</p>
<p>Sequei os matos, botei no prato. Montei as rodelinhas de pepino, a manga, o milho, a cenoura. Finalmente, os cubinhos de frango e, por cima de tudo, o molhinho que sobrou na frigideira.</p>
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		<title>Quando a França encontra o Sertão</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jul 2010 14:32:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comedologia]]></category>
		<category><![CDATA[carpaccio]]></category>
		<category><![CDATA[tripa de porco]]></category>
		<category><![CDATA[tripinha]]></category>

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		<description><![CDATA[Por baixo, fatias de carne cortadas em lâminas superfinas. Molho à base de mostarda, com azeite, pimenta do reino, alcaparras, gotas de limão. Queijo parmesão dubão raladinho na hora. Por cima. Tripinhas de porco lavadinhas, cortadinhas, salgadinhas e fritinhas. Sirva, de preferência, com torrada de ciabatta. E vualá! Carpaccio com tripinha. Ideal com cerveja gelada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/carpacciotripa.jpeg"><img class="alignnone size-full wp-image-3213" title="carpacciotripa" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/07/carpacciotripa.jpeg" alt="carpacciotripa" width="400" height="300" /></a>Por baixo, fatias de carne cortadas em lâminas superfinas. Molho à base de mostarda, com azeite, pimenta do reino, alcaparras, gotas de limão. Queijo parmesão dubão raladinho na hora.</p>
<p>Por cima. Tripinhas de porco lavadinhas, cortadinhas, salgadinhas e fritinhas.</p>
<p>Sirva, de preferência, com torrada de ciabatta.</p>
<p>E vualá! Carpaccio com tripinha. Ideal com cerveja gelada ou scotch on the rocks numa tarde chuvosa de sábado.</p>
<p>Em tempo: a receita é fruto da Tio Pedro, pai da cumadre Lau, que não pode ficar sem os créditos por tal iguaria.</p>
<p>Em tempo 2: o exemplar do retrato, cachorro não comeu. Afinal de contas, não sobrou.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No Mundo da Lua &#8211; o certo é o certo</title>
		<link>http://www.bodega.blog.br/anacronicas/no-mundo-da-lua-o-certo-e-o-certo/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 May 2010 18:31:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[AnaCrônicas]]></category>
		<category><![CDATA[Comedologia]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[No mundo da Lua]]></category>

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		<description><![CDATA[A menina aos três anos até que é boa de garfo. Come feijão, macarrão, arroz, carninha. Farinha, claro, que ela é pernambucana. Mas gosta de aproveitar a hora do almoço e do jantar pra fazer o que mais gosta &#8211; que é falarfalarfalar sem parar. Esses dias tava atracada num prato de espaguete, galinha e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A menina aos três anos até que é boa de garfo. Come feijão, macarrão, arroz, carninha. Farinha, claro, que ela é pernambucana.</p>
<p>Mas gosta de aproveitar a hora do almoço e do jantar pra fazer o que mais gosta &#8211; que é falarfalarfalar sem parar.</p>
<p>Esses dias tava atracada num prato de espaguete, galinha e molho de tomate. E falava dos colegas, do colégio, das músicas que gostava. Perguntava o que iria fazer mais tarde, se iria brincar, de que iria brincar&#8230;</p>
<p>Todo mundo já tinha saído da mesa quando finalmente a última garfada começou a ser mastigada.</p>
<p>Como de costume, nesse momento a menina bate palmas para si mesma, esperando ser acompanhada por quem estiver por perto. Nesse caso, era o papai.</p>
<p>&#8220;Ah, minha filha, tá de parabéns, né? Parabéns, parabéns. Comeu tudinho&#8230;&#8221;</p>
<p>No que ela engoliu, olhou para o prato paterno e respostou. &#8220;É, tou. Você também, né, papai? Tá de parabéns! Até repetiu&#8230;&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Como fazer sua própria caldeirada carnavalesca (ou não)</title>
		<link>http://www.bodega.blog.br/comedologia/como-fazer-sua-propria-caldeirada-carnavalesca-ou-nao/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 14:11:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[frutos do mar]]></category>

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		<description><![CDATA[Há sei lá quantos anos, temos uma tradição em nossa família. Toda segunda-feira de carnaval, convidamos amigos, amigas e amigos dos amigos e das amigas para comer uma caldeirada e tomar uns gorós antes da concentração do bloco Amantes de Glória. Nesse dia, acordo cedo e vou esquentar a barriga no fogão pra que a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/caldeirada02.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2841" title="caldeirada02" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/caldeirada02.jpg" alt="caldeirada02" width="400" height="186" /></a>Há sei lá quantos anos, temos uma tradição em nossa família. Toda segunda-feira de carnaval, convidamos amigos, amigas e amigos dos amigos e das amigas para comer uma caldeirada e tomar uns gorós antes da concentração do bloco Amantes de Glória.</p>
<p>Nesse dia, acordo cedo e vou esquentar a barriga no fogão pra que a galera possa forrar o estombre antes de cair na folia.</p>
<p>Modéstia às favas, a turma diz que o rango é bom. Como nunca mais eu botei receita na Bodega, acho que é uma boa oportunidade. Vamos lá. Não leve as quantidades muito a sério, o que vale é a idéia.</p>
<p><strong>O que leva:</strong></p>
<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/montagem-frutos_mar.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2842" title="montagem-frutos_mar" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/montagem-frutos_mar-150x150.jpg" alt="montagem-frutos_mar" width="150" height="150" /></a>Frutos do mar &#8211; os que você quiser e gostar e puder comprar. Marisco e sururu normalmente um pouco mais, porque dá volume. Um quilo ou dois. Depois polvo, lula, aratu, siri, caranguejo, lagosta, camarão (sem casca), enfim. Umas postinhas de um peixinho bom de cozinhar, como pescada, cação ou dourado também valem a pena. Como minha caldeirada é grande, normalmente eu compro uns 7 ou 8 quilos de frutos do mar. Você talvez não precise de tanta ignorância.</p>
<p>Verduras e temperos &#8211; Todos. Cinco pimentões coloridos, umas oito ou nove cebolas, duas cabeças de alho, uns 12 tomates (descascados), uns limões, coentro, salsa, cebolinho, sal, pimenta do reino, folhas de louro, noz moscada&#8230;</p>
<p>Outros: vinho branco ou cachaça, um litro de um bom uísque, óleo, azeite de dendê, 1 litro de leite de coco, dois punhados de amendoim.</p>
<p><strong>Pra começar:</strong></p>
<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/whisky.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2836" title="whisky" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/whisky-150x150.jpg" alt="whisky" width="150" height="150" /></a>Antes de mais nada, bote uma música legal pra tocar (que tal Bob Marley?), uma dose de uísque pra você beber e uma panela com água pra ferver com uma cebola (descascada e cortada ao meio) dentro. Não precisa botar sal.</p>
<p>Aí você aproveita pra picar todas as verduras, bem picadinhas. Pode também usar aqueles multiprocessadores modernos. Mas aí já é maloqueiragem. Peça ajuda e ofereça uma dose de scotch pra quem se oferecer.</p>
<p>Também lave bem direitinho as paradas do mar. Tempere só com uns limões e veja se não tem nada fedendo. Vá por mim. Às vezes tem.</p>
<p>Quando a água ferver, bote e tire as postas de peixe bem rapidinho. Essa leve cozidinha é só pra te ajudar a tirar a espinha. Aí você aproveita o embalo e já coloca o polvo pra cozinhar nessa mesma água. O bicho demora uns 40 minutos pra ficar no grau.</p>
<p>Já tá tudo picadinho? É aí que a mágica se inicia:</p>
<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/refogado.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-2839" title="refogado" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/refogado.jpg" alt="refogado" width="250" height="59" /></a>No caldeirão, refogue a cebola e o alho no óleo com uma besteirinha de dendê. Coloque também um pouco de sal e as folhas de louro. Quando começar a cebola começa a ficar transparente, jogue os pimentões. Tá quente? Fumaçando? Coloque um pouco de vinho ou cachaça pra fazer aquele &#8220;tchhhhhhhhhhhhh&#8221; legal. Aí você coloca os tomates, pimenta, noz moscada e mete uma tampa pra servir-se de outra dose de uísque.</p>
<p>A essa altura do campeonato, o polvo já deve estar cozinhado. Troque a música (pode ser um ska ou um pop bem animado) e pique também o octópode. Pedaços de 1cm são o ideal. Ainda não jogue essa água fora.</p>
<p>Já dá pra ir colocando, devagar, os frutos do mar. Começando pelo que demora mais. Sururu, marisco, aratu, siri&#8230; Vai colocando devagar pra não esfriar a panela e bulindo sempre com a colher pra misturar os temperos.</p>
<p>O camarão (que cozinha rápido), o peixe e o polvo (que já tão cozinhados) são os últimos bichos a entrar.</p>
<p>Deixa mais um tempinho e enquanto isso tome uma lapada de cana e bata o leite de coco com dois punhados de amendoim sem casca e sem sal.</p>
<p>Aí você coloca um frevo (de rua, por favor!!) na radiola. Na panela: salsa, cebolinho e coentro. Depois, sempre mexendo, coloca o leite de coco (que foi batido com amendoim) e mais um pouquinho de nada de dendê.</p>
<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/caldeirada.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-2835" title="caldeirada" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2010/02/caldeirada-150x108.jpg" alt="caldeirada" width="150" height="108" /></a>Se achar que ficou muito seco, vá acrescentando aquela água fervendo que sobrou do peixe e do polvo, com uma concha.</p>
<p>Abaixe o fogo e vai servindo o caldinho pra ver se falta sal, se falta pimenta, aquela coisa toda.</p>
<p>Quando todo mundo disser que está bom, possivelmente é verdade. Comam com arroz ou farinha. Um limãozinho e uma pimentinha da boa também fazem a diferença.</p>
<p>Uma cerveja pra lavar e você está pronto pra cair na folia.</p>
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		<title>Dia da cachaça</title>
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		<pubDate>Thu, 21 May 2009 20:30:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Moraes Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comedologia]]></category>
		<category><![CDATA[cachaça]]></category>
		<category><![CDATA[museu]]></category>

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		<description><![CDATA[Parabéns à cachaça pelo seu dia. Lembrei hoje do Museu da Cachaça, que conheci há um punhado de anos quando colaborava para a revistinha Vibe, muito bonitinha e muito legal, mas que já não está mais entre nós. O Museu, ao que me dizem, continua de pé (ao contrário de muitos que lidam com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2009/05/museucachaca.jpg"><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-1861" title="museucachaca" src="http://www.bodega.blog.br/wp-content/uploads/2009/05/museucachaca-150x150.jpg" alt="museucachaca" width="150" height="150" /></a>Parabéns à cachaça pelo seu dia.</p>
<p>Lembrei hoje do Museu da Cachaça, que conheci há um punhado de anos quando colaborava para a revistinha Vibe, muito bonitinha e muito legal, mas que já não está mais entre nós.</p>
<p>O Museu, ao que me dizem, continua de pé (ao contrário de muitos que lidam com o produto aniversariante). Fica lá em Lagoa do Carro, município que (sabe-se lá porque) ficou independente de Carpina e é conhecido pela tapeçaria e&#8230; pelo Museu da Cachaça.</p>
<p>O nome da cidade, dizem, vem de um carro de boi que estabacou-se num açude. Ninguém sabe, mas eu xóxi se o carroceiro não tava já meio mamado.</p>
<p>Para manter a impressionante coleção de aguardente de diversas partes do globo, o dono-cuidador Zé Morais tem um truque quase covarde: não toma um só gole da água que passarinho não bebe.</p>
<p>Pena pra ele. Ou não.</p>
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