Eu nem sabia que a história era interessante.
Mas depois que saiu aqui e aqui, tenho que dar a minha versão.
A verdade é que a mesa da gente no Mercado cresceu muito. Éramos só eu e Evandro. Depois Cezar, Rafa, Leo, Dida… Enfim, vinte. Chope chope chope chope. Pisco pisco pisco pisco.
Os garçons, nossos amigos, brincavam. Uns, Colo Colo. Outros, Universidade do Chile (Sport desde pequenos).
Eu já tava meio alegre.
Um ficou na quina da mesa, dizendo que o time chileno ia ganhar da gente na partida de logo mais. “Três a zero”, repetia repetia repetia.
Apertei sua mão. “Aposta?”
Ele tremeu, o que teria sido muito bom.
Mas foi chamar seu mestre. Rodolfo (o da esquerda na foto) é um lorde. Colo colino doente. Apertou minha mão.
“Apostemos uma centolla”.
Eu juro que não sabia que o crustáceo gigantesco custava 50 mil pesos. Muito menos que isso dava quase 200 reais.
“O dinheiro é casado”.
Ali eu não era mais eu. Ali eu era o Sport, Pernambuco, o Nordeste, o Brasil. Não podia correr.
Na mesa, os meninos vibravam como a um gol.
Abri a carteira. Contei o dinheiro. 50 mil. Era tudo que tinha, e foi pra a mão do meu amigo-adversário.
Sport ganhando, como o caranguejo que só existe no Chile e no Alasca. De grátis.
Perdendo, como do mesmo jeito. Pago uma fortuna e tenho uma história pra contar.
Que, aliás, já contei.

Samuca
18 de February de 2009 às 4:30 pm
É caceeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeete!
Fernando
18 de February de 2009 às 6:03 pm
se inveja matasse morreriam muitos rubro negros. No Equador eu vou tou dito e feito…. para frente Sport
Thiago
18 de February de 2009 às 6:13 pm
Apostei com um colega de trabalho aqui que tu ganhava a tua aposta. Apostamos um guaiamum lá no Pina. E do grande!
Daniel Campelo
19 de February de 2009 às 10:14 am
Traz a patola pra mim!!! Spooooooooooort!!!!
Samuca
19 de February de 2009 às 10:24 am
É caceeeeeeeeeete….ganhasse, porra! quer dizer, ganhamos! Toda a nação rubro-negra estava com tu nessa aposta!
Parabéns.
Álvaro
19 de February de 2009 às 11:34 am
Ivan, sai distribuindo esse bicho ai. Agora com uma condição: só come quem gritar o cazá,cazá…uahuah não vai dar para quem quer. abs. P.S – Magrão como sempre segurando a peteca. Que defesa arretada!
Paulo Breno
23 de February de 2009 às 3:10 am
Não sabia que você tinha ído ao Chile, grande Ivan.
Tava lá no mercado também, aquecendo pra o jogo da seleção rubro-negra.
Lendo o blog de Marcelo Cavalcanti, vi (li) sobre a sua aposta. Logo, me lembrei do teu blog e vim conferir aqui essa conversa.
Muito embora, fiquei decepcionado, pois também esperava
um belíssimo texto seu sobre a emocionante e inesquecível estréia do nosso leão, toda a festa, os bastidores, a força da torcida, preparação, a invasão do mercado. Estás devendo esse registro aqui no Bodega, sobretudo pra nação RUBRO NEGRA. Abraço