Acabo de voltar de Belém.

Quatro dias para conhecer e conviver um pouco com o pessoal que faz a luta – nada fácil – pelos direitos humanos nessa parte do Brasil.

Também, é claro, para aproveitar e finalmente conhecer a tão falada culinária paraense.

Maniçoba, camarão com cupuaçu, tucupi, açaí… O que não falta é coisa gostosa pra papar.

Mas aqui vou me concentrar numa ervinha que fez minha cabeça naquelas bandas.

É uma ervinha verdinha e deliciosa, que quando a gente coloca na boca faz uma cosquinha gostosinha que só.

Falo do Jambú, que a Wikipédia me diz também chamar-se de Agrião do Pará.

Em Belém, a turma não economiza. Comi pastel de jambú, rabada com jambú, arroz com jambu no tucupi, chester com jambu.

Não deu tempo para eu experimentar, mas dizem que a pizza de jambú com mussarela é um pipoco.

O erva também não pode faltar no tacacá, lanche típico servido quente com (ou sem) camarão em cumbucas de cabaça.

Dando um rolé na Internet, acabei também descobrindo que a erva ainda por cima faz bem. Diz que é bom para afecção na boca, anemia, bócio, catarro pulmonar crônico, cálculo biliar, cárie aberta, cicatrização, contra nicotina, dor de dente, fígado, garganta, gengivite, linfagite, odontalgia, úlcera escorbútica.

Na grande rede, só não deu pra ter certeza do nome científico da bicha.

Acmella oleracea, Spilanthes oleracea L., Spilanthes acmella foram os que eu encontrei.

Agora não vá dizer que Bodega também não é cultura.