Vamos começar do começo.
Ninguém é imparcial. Todos temos nossas próprias referências, nossas opções, nossas opiniões. Isso depende de quem é a gente é, de onde a gente nasceu, de nossa classe, gênero, etnia. Depende do que a gente leu, da época que lei. Depende de família, de amigos. Depende até do clima.
Até onde se sabe, os meios de comunicação são realizados por pessoas. Tem quem faz a reportagem, quem tira a foto, quem desenha a página, quem filma, quem edita. Ah, sim, tem também o dono.
Assim, não existe meio de comunicação imparcial.
Esse aqui é um blog feito por uma pessoa, com a colaboração de muitas outras. Quem edita (e, não por acaso, é também o dono) é uma pessoa parcial. Esse é, portanto, um meio de comunicação que é parcial.
Se não dá para (nem eu quero) ser imparcial, é importante que sejamos ao menos honestos. Então se você não quer se deixar enganar, leia esse blog sabendo que o editor que vos fala tem as seguintes preferências:
No campo, Sport Club do Recife acima de tudo. A CBF é mal, mas a Seleção é legal.
Esportes, todos. Os coletivos acima dos individuais.
No prato, bom e muito. Todos os conceitos, porém, são relativos.
Na radiola, só existem dois tipos de música. A boa e a ruim. Gosto da boa.
Desde os 16 anos, já votei em todo tipo de gente. Por ordem cronológica de lembrança: Rivaldo Allain, Jarbas Vasconcelos, João Paulo (duas vezes), Lula (algumas vezes), Pastor Erivan, Eduardo Campos, Luciano Siqueira, João Freire, Paulo Rubem, Luciana Azevedo, Teresa Leitão, João da Costa.
Quer polêmica? Sou contra: A transposição do Rio São Francisco, a redução da maioridade penal, o jabá nos meios de comunicação, a pena de morte, a venda (e o uso, claro) de armas de fogo, da rigidez do direito autoral e a privatização das universidades públicas.
A favor: da descriminalização das drogas e do aborto (por motivos distintos, óbvio), das ações afirmativas, das políticas sociais de renda mínima, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da reforma agrária da terra e do ar, da livre disseminação da informação, das rádios e tevês comunitárias e populares e das refomas tributária, política e penitenciária.
Essas opiniões todas podem mudar sem aviso prévio, desde que haja convencimento para tal.
A imagem da balança, aí em cima, foi encontrada – sem crédito – na Internet. Se foi você quem desenhou me avise.