Neste domingo, dia 4 de abril, gente de 200 cidades no mundo todo (12 delas no Braisil) vai às ruas para uma manifestação mais do que importante. A chamada “Marcha da Maconha” pede a descriminalização do uso dessa planta tão popular no mundo inteiro. Os argumentos pró-cannabis vão desde as possibilidades econômicas que sua legalização traria ao semi-árido, passando pelo impacto positivo que essa estratégia poderia ter na redução da violência do tráfico.
Mandei um imeiu com uma série de perguntas ao organizador do evento aqui no Recife, mas não fui respondido. Os preparativos devem estar deixando todo mundo meio maluco.
Mas pode ir apagando o baseado quem pensa que o evento será um ato de apologia, ou mesmo de uso desobediente da droga. O site oficial da Marcha no Brasil desaconselha a presença de pessoas com menos de 18 anos de idade e proibe o fumacê durante o evento. Afinal de contas, não se trata de um carnaval fora de época nem de um momento de desbunde maconheiro. A idéia é chamar a atenção da sociedade para uma questão séria que precisa ser abordada sem preconceitos.
Em algumas cidades do Brasil, tem gente ignorante querendo proibir a marcha, com o argumento de que trata-se do estímulo a um crime. Em Salvador, parece que conseguiram até uma ordem judicial permitindo a prisão de quem participar do ato. Curioso é que, aqui e ali, tem gente que abre a bota pra defender a pena de morte do Brasil. E isso pode.
Como você pode ver no “como assim?”, este blogueiro que vos fala é a favor da descriminalização da erva. Mas digo logo que não vou à marcha por motivos de força maior – estarei na praia com a família.
Porém vou em busca de fatos, fotos e vídeos da manifestação pra colocar aqui nesse espaço.
Para saber mais sobre a marcha, dê uma passadinha no site oficial brasileiro ou mesmo nos panfletos online produzidos pro ativistas do Brasil todo e reunidos no blog Filipeta da Massa. A imagem que ilustra esse texto foi tirada de lá. Nela tem o serviço da marcha no Recife. Só faltou dizer a hora: 14h.
Thiago Pedrosa
2 de May de 2008 às 1:17 pm
Meu irmão… vai rolar tanto baculejo nesse negócio…
Óa… e não vá na conversa de Maia não. Não posso ir pra praia por outros motivos… :)
Van
2 de May de 2008 às 6:35 pm
Viuge, aqui tem disso não, ó. Mas eu queria.
Cátia
10 de May de 2008 às 8:08 pm
Ivanzinho, concordo com a descriminalização (palavra horrível) da maconha. Fico aqui matutando sobre isso e percebo tantas questões entremeadas que me assustam. Pensar que isso não é lucrativo nem para o tráfico, nem para a polícia, nem para os políticos. Pensar que muitas pessoas fumam, assim como bebem, etc, por pura babaquice e de cara cheia ferram a vida alheia. Outros usam para fugir dos problemas, ou melhor, para anestesiar a dor da existência, e acredito que isso seja pior ainda, é só mais um anestésico que mostra que cada vez menos suportamos a dor, as dificuldades, o “trabalho que dá existir”. Não sei se o fato do uso da erva deixar de ser crime vai diminuir violência, etc…. Não importa o produto comercializado, o que importa é quanto o produto da ilegadlidade pode render aos putos, pode ser maconha, podem ser as flores da trombeta que nascem aos montes no quintal da minha casa. O que está em questão é o esquema perverso desse comércio, ele sim deve ser colocado na mesa para discussão. Bom, sei lá… estou só pensando, é só “livre pensar”…..