A lista de defeitos de Marta Suplicy, candidata à prefeitura de São Paulo, não é pequena.

Mas sempre tive um certo carinho por ela. Não sei bem, mas acho que muito disso se deve ao livro “Sexo para adolescentes”, que minha mãe me presenteou quando eu tinha uns 12, 13 anos.

Uma das sexólogas mais famosas do Brasil, Marta foi uma das primeiras pessoas a falar publicamente sobre a importância de se viver a sexualidade e até sobre temas espinhosos como a legalidade da união civil entre pessoas do mesmo sexo.

Por isso fico tão seiquelá quando vejo que, no horário eleitoral paulista, o programa do PT envereda por uma área mais do que delicada.

Em perguntas sobre a vida particular do adversário Gilberto Kassab (DEM), a campanha procura, indiretamente, levantar a velha fofoca sobre a sexualidade do atual prefeito, sempre reservado sobre sua vida privada.

Quer que, à boca miúda, comecem os comentários de que o concorrente é homossexual e, indiretamente, procura aproveitar-se da homofobia do eleitor e da eleitora.

Feio, Marta, muito feio.