Como 11 em cada 10 blogueiros, eu adoro que façam comentários nessa Bodega.
Antes de mais nada, o comentário dá meio que a certeza que alguém leu o que você escreveu.
E mais. Que se sente confortável o suficiente pra interagir, pra dar sua opinião, concordar, discordar, tirar uma onda.
A mesma alegria eu tenho quando alguém manda um imeiu através do blog, pra dar uma sugestão ou um pitaco que não achou conveniente postar direto nos comentários.
Não raro, porém, comentários e imeius me fazem rir e tentar compreender o que é que algumas pessoas entendem do que lêem por aqui.
Há algum tempo eu coloquei alguns artigos sobre a mudança proposta (e efetivada) do fuso horário do Acre, numa manobra dos rádiodifusores pra driblar a classificação indicativa. Choveu comentário. Mais de vinte, o que pra mim é muito (veja aqui e aqui). A maioria era de gente que pedia mapas ilustrativos pra algum trabalho do colégio. Imagino que botaram “fuso horário” no Google, bateram aqui e não se deram ao trabalho de ler o que estava escrito.
Ontem recebi um imeiu também engraçado. Uma leitora viu que eu escrevi alguma coisa sobre as fraldas Cocoricó (na verdade, uma visão crítica do merchandising para crianças) e soltou o verbo:
“Comprei um pacote de fraldas cocoricó, onde a mesma esta toda grudada e onde não da para abrir pois ela rasga. Gostaria de saber como proceder, se irão trocar ou é lixo mesmo…”
Não sei se a moça confundiu esse humilde blog com o SAC do fabricante. Ou com o hotline do Procom.
Se eu fosse ela, iria atrás dos meus direitos, até na justiça se fosse preciso.
Mas continuaria visitando a Bodega.
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