Antes de mais nada, se você não conhece Pezão, não sabe o que está perdendo.

Ainda dá tempo. Pode visitar o blog do iluminador/técnico de som/coordenador de palco/roadie/blogueiro/rei do trocadilho.

Acomodado em seu sofá, Sérgio Valença (seu nome de batismo) assistia animado aos eventos da posse do presidente norte-americano Barack Obama.

Encafifou-se com um ritmo que achou familiar. Um batuque conhecido. “É Maracatu”, vaticinou e jogou a perua na Internet para ver se algum jornalista mais curioso ia atrás da notícia.

Ninguém foi. Parece que pesquisar não é exatamente o que a turma curte fazer.

Não contente, Pezão foi atrás. Clicou nomes e números nos googles da vida.

Descobriu que realmente era maracatu o que ouvira e encontrou referências ao grupo artístico San Antonio’s Urban-15, que levou cinquenta pessoas para o desfile. Tudo bem que pelo retrato aí em cima, não dá pra saber que eram os batuques alfaísticos que tocavam. Mas a notícia é clara. Se você lê inglês, veja aqui.

A diretora artística do grupo, Catherine Cisneros, informou que era uma dança brasileira que seria apresentada para abençoar (sic) o novo mandatário gringo.

Fiz minha própria pesquisa.

O furo parece mesmo ter sido do Pezão. E ninguém correu atrás. Que feio. Seria interessante e curioso que nossa nobre mídia nacional descobrisse que a referência brazuca na posse obamística foi justamente um ritmo que nasceu das culturas indígena e negra.

Onde você for dizer essa notícia aqui, não esqueça de completar afirmando que a Bodega deu segundo.

Em tempo: se o vídeo aqui não tirar sua dúvida eu xóxi.