Percebo a capacitade que as pessoas têm de se insultarem.

Desafetos, pessoas que discordam, pessoas que nem se conhecem.

Ao menor sinal de contradição, lá vem a esculhambação.

A buzina no pé do ouvido quando o sinal acaba de enverdecer.

O imeiu desaforado pra a lista de discussão onde alguém escreveu (ou repassou) algo que não agradou.

O dedo-na-cara da pessoa que fez uma coisa que você não gostou.

A fala mais alta, o palavrão fora do lugar. A testa franzida, o roda-baiana e o bate-tamanco.

A mãe no meio.

O coração que bate mais duro quando a boca vomita impropérios.

Que doi na cabeça, que doi no corpo de quem fala e de quem ouve.

A coisa que não constrói, que não agrega.

E que deixa a gente bem pequenininho.