Percebo a capacitade que as pessoas têm de se insultarem.
Desafetos, pessoas que discordam, pessoas que nem se conhecem.
Ao menor sinal de contradição, lá vem a esculhambação.
A buzina no pé do ouvido quando o sinal acaba de enverdecer.
O imeiu desaforado pra a lista de discussão onde alguém escreveu (ou repassou) algo que não agradou.
O dedo-na-cara da pessoa que fez uma coisa que você não gostou.
A fala mais alta, o palavrão fora do lugar. A testa franzida, o roda-baiana e o bate-tamanco.
A mãe no meio.
O coração que bate mais duro quando a boca vomita impropérios.
Que doi na cabeça, que doi no corpo de quem fala e de quem ouve.
A coisa que não constrói, que não agrega.
E que deixa a gente bem pequenininho.
naire
16 de November de 2009 às 11:28 pm
É tudo isso e muito mais. Adorei o “e que deixa a gente bem pequenininho”.
Beijo
clarissa
17 de November de 2009 às 12:07 pm
ivan, queria muito te insultar por escrever menos nessa bodega.. mas como sou muito educada, deixo apenas esse recadinho! gkdf;lgk