dinheiro-cortadoA gente (eu e outras pessoas que representam entidades de direitos humanos) fala muito de políticas públicas de comunicação.

Essas políticas, como o nome já diz, devem ser planejadas com transparência e devem ter como objetivo a garantia do direito à comunicação para todo mundo.

Claro que, como todas as políticas, elas demandam orçamento, grana, tutu, bufunfa.

E quando a gente fala isso tem gente que fica ouriçado.

E diz que o poder público não pode “ficar gastando” com comunicação pública, que isso não dá Ibope, que é um desperdício, que bibibi bobobó.

E a gente sempre procura dizer que esse dinheiro o governo já gasta.

Sendo que, ao invés de fomentar a comunicação pública, independente, comunitária e popular, o dindin vai basicamente para os cofres das mesmas empresas que controlam esse “mercado” à revelia dos interesses da sociedade.

Só no ano passado, (só) o governo federal gastou mais de R$ 1 bilhão com propaganda em meios privados. Desses, mais de 60% foram para televisão. Você sabe e eu sei que existem poucas empresas de tevê no Brasil. Então imagine pra quantas pessoas está indo esse real (que é meu e seu).

O que será que dava pra fazer com essa grana?