Por 8 votos a 1, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A decisão foi tomada no julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 511961, interposto pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), que afirmou a necessidade do diploma, contrariando uma decisão da primeira instância numa ação civil pública.
Cá pra nós, não tou nem comemorando nem triste.
Até porque nunca fui contra nem a favor. Muito pelo contrário.
Acho até que o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo era meio que esperado. Em tempos de novas mídias, blogs, twitters, cultura livre, estava muito difícil sustentar a principal bandeira de luta do movimento sindical de jornalistas.
Claro que é um direito dos colegas de batente lutare pelo direito de, de alguma forma, regulamentarem e defenderem sua profissão, seu trabalho.
Mas também é claro que o fim da obrigatoriedade do diploma não faz, por si só, a menor diferença para a qualidade (ou não) da nossa brava imprensa.
Se você tem alguma opinião, faça o favor de dividir comigo.
Pra comentar aqui, nunca se pediu diploma.
Tiago Negreiros
17 de June de 2009 às 11:22 pm
O fim do diploma não muda em praticamente nada. Afinal, as empresas de comunicação continuarão a exigir um bom currículo dos profissionais para atuar na area. Claro que aparecerar um ou dois “paraquedistas”, mas será algo raro.
Viviane Teobaldo
18 de June de 2009 às 9:21 am
Do jeito que as pessoas estão falando sobre isso, parece até que o diploma passou a ser proibido!
No final das contas, tenho a sensação de perda de tempo pelos 4 anos de faculdade por um diploma que não vale mais. E o orgulho? Se valer para concurso público, eu fico feliz de novo!
Thiago
18 de June de 2009 às 9:43 am
“Meu filho, estude, senão você vira jornalista!”
j.
18 de June de 2009 às 12:12 pm
e a nossa brava imprensa tem alguma qualidade?
Hugo Pereira
18 de June de 2009 às 5:44 pm
O fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo visa, ao meu ver, apenas beneficiar aqueles que, de alguma maneira, já estão nesse mercado e o filho dos políticos que não sabem o que fazer da vida, poderão, com certeza, trabalhar na rádio, jornal ou televisão do financiador de campanha de “Painho”.
O que se deveria estar cobrando era a ética profissional, o respeito a dor e a vontade alhei.
Não se pode confundir uma simples redação, com jornalismo.
Fale aí Ivan, você é mais jeitoso.
Carlos Magnata
19 de June de 2009 às 9:39 pm
Vamos e convenhamos: os estudantes de jornalismo “passam” pela faculdade. O curso até existe, mas 90% dos estudantes empurra com a barriga e passa mais tempo discutindo cinema iraniano no bar mais próximo do que entendendo gatekeeper ou a escola de frankfurt…
Também foi curioso ouvir um ministro do supremo dizer: de que serve o diploma, se com ele a imprensa é a merda que é? Não foi com essas palavras, mas foi isso que ele disse, que eu vi na TV Justiça.
os próximos passos são acabar com a carteirinha de músico e com o diploma pro exercício da advocacia. Carteirinha pra músico é um absurdo desde sempre – nem comento. O Direito, por sua parte, se resume à decoreba de leis, códigos e liturgias arcaicas, né mesmo… Pra quê diploma? ;-)
xero, caba