Tem muita coisa que a gente confunde muito.
O direito a educação é uma.
Muitas vezes a gente acaba pensando que o direito à educação é o direito de ter escola e de ir à escola.
No Brasil, mais de 90% das crianças têm escola para ir e estão matriculadas.
Mas você é capaz de dizer que elas têm seu direito assegurado?
Pra ter o direito tem que ter escola, tem que ter professor valorizado, te que ter equipamento, tem que ter saúde, tem que ter transporte, tem que ter biblioteca, livro, brincadeira, alegria.
No Brasil, existe uma rede de mais de 60 organizações chamada Platafoma Dhesca. Uma das iniciativas desse grupo são as relatorias dos direitos.
Escolhem-se relatores e relatoras entre gente que entende do riscado.
Eles abraçam temas e fazem relatórios periódicos para o governo brasileiro e para organismos internacionais. A idéia é saber quais são os problemas, sugerir soluções e cobrar suas implementações.
Hoje a relatora da educação é Denise Carreira, que até pouco tempo encabeçava a Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Sua antecessora foi a professora Edla Soares, daqui de Pernambuco.
Edla focou seu trabalho principalmente no sistema prisional.
Visitou prisões e percebeu o que você também poderia perceber. Que, para quem está atrás das grades, aprender alguma coisa que preste é mais difícil do que atravessar uma piscina de 50 metros com um Sonrisal na mão.
Sugeriu uma pá de coisas. Entre elas, a remissão de pena para gente, nos presídios, que conclui alguma fase dos estudos. Também a construção de equipamentos necessários ao aprendizado nos estabelecimentos prisionais.
E vai ver que nada foi feito.
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