Eu ainda não falei aqui sobre as eleições presidenciais nos Estados Unidos.
Mas por que deveria falar?
Deveria falar porque, entre outras coisas, eu acredito que todas as pessoas que vivem nesse planeta deveria poder opinar sobre quem é que vai ser o manda-chuva do país que é a maior potência bélica da história da humanidade.
Por que as decisões tomadas por quem ocupa esse lugar têm o potencial de influir nas vidas de uma parcela considerável das pessoas que habitam esse planeta. Quando decide que não vai assinar um tratado ambiental ou quando resolve que um governo em determinado país não é legítimo, a figura que habita a Casa Branca, que não foi eleita por você, pode – sim – te ajudar ou prejudicar.
Como muita gente do campo progressista brasileiro, sou simpático a Barack Obama. Gosto do jeito que ele fala, da maneira aparentemente sincera como se apresenta.
Alguns amigos e amigas estadosunidenses o adoram e estão trabalhando na sua campanha.
Outros, como o elétrico Joel Stracota, são mais radicais. Acreditam que o senador do Ilinois não tem esse potencial transformador todo. Seria como um Lula gringo. Avançaria nas políticas sociais, mas não teria o interesse (ou a coragem) de romper com a estrutura corporativa norte-americana.
Joel vai votar em Ralph Nader.
Ralph Nader é aquele candidato do Partido Verde que abocanhou um monte de votos nas eleições de 2000. Alguns analistas dizem que, se Nader tivesse saltado fora na hora certa, mesmo com o já conhecido roubo de Bush Junior na Flórida, Al Gore teria sido o presidente dos Estados Unidos.
E se Gore tivesse sido presidente dos Estados Unidos, muita coisa teria sido diferente. Não se sabe se melhor ou pior. Certamente diferente.
Claro, se Nader ganhasse, também.
Mas, na atual ‘democracia’ gringa, Nader não tem chance.
Fosse eu norte-americano, possivelmente votaria no candidato do Partido Verde.
Sendo brasileiro, torço para que meus amigos lá do norte elejam Obama.
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