Há quatro anos, criamos no Centro de Cultura Luiz Freire, o projeto Ombuds PE.

A idéia parecia simples.

Ler todos os dias os três jornais de maior circulação em Pernambuco.

Todos os dias, escolher alguns textos para comentar sob a ótica dos direitos humanos.

Publicar as análises num site.

A gente sabia (e sabe) que nem tudo o que é escrito no jornal é obra da consciência do profissional de jornalismo.

A gente também sabia (e continua sabendo), porém, que a pessoa que escolhe o ofício de escrever notícias faz parte do jogo de poder dentro da redação e deve ser sensibilizada para que reflita cada vez mais sobre o que produz.

No fazer do Ombuds PE, experimentamos de tudo.

Críticas, esculhambações pessoais, elogios.

Pudemos ver o quanto alguns jornalistas não suportam ver seu trabalho questionado.

O que não deixa de interessante, até porque grande parte do fazer jornalístico é observar criticamente o trabalho dos outros.

Hoje o espaço está consolidado e, mesmo que não digam, muitos colegas nas redações dão uma passadinha por lá quando escrevem algo que imaginam ser polêmico.

Nas universidades, o projeto está se tornando referência para quem quer seguir a trilha.

Mensalmente, a iniciativa está também promovendo rodas de diálogo para que qualquer pessoa também possa sentar e dizer o que acha do que vem sendo escrito, falado e transmitido.

Amanhã, quarta-feira, o tema é Crianças e Adolescentes. A roda começa (maisomenos) às 18h e é lá no CCLF, em Olinda. Nesse mesmo momento, vai ser lançado oficialmente o novo site do Ombuds PE.

Se eu fosse você eu iria conferir.