O vídeo me foi enviado pelo meu querido Marcelo Lacerda, que – como eu – sabe o quanto o medo é uma grande porcaria.
A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco começou sexta passada e eu já apareci por lá duas vezes. Fui no domingo, com a filhota, para curtir a programação infantil. Voltei ontem (segunda-feira), para participar de um debate sobre Literatura e Direitos Humanos, aproveitando para dar um rolé. Compartilho algumas impressões:
1)Há uma parte significativa da feira dedicada às crianças, especialmente com ofertas de livros em diversos estandes. Muitas (mas muuuitas) “obras” por 3, 4, 5 reais. Sendo que a maioria (esmagadora) são releituras de clássicos da Disney ou parte de pacotes transmídia de megaproduções gringas. Muitas princesas, muitos shreks, muitas barbies. Nada contra (ah, tá, um pouquinho), mas a gente sente falta da grande diversidade de histórias que poderiam ser reproduzidas e disponibilizadas em literatura para crianças.
2)Saudável excessão, entre outras poucas, é o estande da editora espanhola SM, que trás diversos títulos bacanas, gringos e nacionais, com histórias para crianças e adolescentes em diversos estágios de proficiência em leitura (porra, adorei usar essa palavra “proficiência”). Edições bem feitas, bem ilustradas, bem diagramadas, bem impressas. Só não tem livro de R$ 10,00, mas os descontos são legais se comparados com os preços de livrarias.
3)A variedade de debates/entrevistas/saraus é interessante. Tem desde papos cabeçudos até poetas cordelistas falando de suas obras. O ruim é que quase ninguém sabe o que está acontecendo. Não foram impressas (até agora) programações, as pessoas dos estandes não conhecem bem os espaços e não existe nenhuma forma simples de se informar que não seja ir diretamente ao serviço de atendimento aos expositores (sim, não é para o público) e contar com a boa vontade da galera que trabalha lá (tudo gente fina, diga-se).
4)O calor é grande. Use roupas leves porque a refrigeração não funciona na maior parte dos espaços. A acústica é complicado por conta dos muitos microfones funcionando ao mesmo tempo. Alguém pluga um violão aqui, outro passa um vídeo acolá. O áudio dos debates se misturam com o rapaz que tenta dar informações no alto falante central. Um carinho a mais no tratamento de som seria legal.
5)Tem um espaço muito legal dedicado à literatura matuta, aos cordelistas e aos contadores de histórias. Tem sempre poetas por lá, uma conversa boa, um ambiente descontraído pra sentar e bater um papo. Todo dia tem programação musical a partir das 19h. Só que as barracas ficam entocadas por trás da praça da alimentação (que também fica escondida no portão de saída) e você só descobre mesmo quando já andou por todo lado e está cansado/a querendo ir embora.
6)Pagar para entrar (mesmo que ‘apenas’ R$ 4,00 ou R$2,00 – para estudantes) não foi uma boa ideia. O evento é financiado com recursos públicos (dos oito patrocinadores, só um é empresa privada) e é justo que seja acessível a todo mundo. Bom lembrar que para chegar lá a pessoa já tem que pagar pelo transporte e, se for de carro, são R$ 5,00 de estacionamento (se conseguir vaga lá dentro). Ouvi dizer que existe uma decisão da Justiça proibindo a cobrança, mas parece que a turma de lá não tá ligada não.
Enfim, isso tudo pra dizer que trata-se de um evento legal, um pequeno mundo de entretenimento pra quem curte ver livros, cheirar livros, pegar em livros, ouvir histórias e conversas sobre livros. Mas tem que ter disposição.
Nos próximos dias, voltarei por lá. Quarta (dia 28) vou participar com os colegas João Freire, Álvaro Filho e Marcelo Cavalcante, de uma conversa sobre futebol e literatura, no Café Cultural, às 19h. Também irei retornar para fazer matérias especiais para o Pé na Rua. Não preciso nem dizer que estou disposto a me impressionar mais com a feira.
A Bienal Internacional do Livro de Pernambuco funciona no Centro de Convenções, até o próximo domingo,dia 2 de outubro. Pra saber mais vá aqui no site deles.
Perder uns quilinhos da barriga é fácil demais. Quero ver você tirar aquele peso das costas.
A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos é uma iniciativa de divresas ONGs e movimentos sociais que pretende conscientizar a população sobre os perigos dos venenos agrícolas. O Brasil é o país em que mais se consomem esses defensivos, muitas vezes danosos a quem utiliza na lavoura e a quem consome os vegetais oriundos dessas lavouras. Os integrantes da campanha acreditam que uma mudança gradual do modo de produção de alimentos é possível e pode eliminar completamente a necessidade de agrotóxicos em nosso país.
O filme aqui embaixo, dirigido por Sílvio Tendler, vem sendo divulgado em todo o Brasil e promove essa discussão. No Recife, o próprio cineasta estará presente no evento de lançamento que acontece nesta sexta-feira (dia 23 de setembro), às 19h, no auditório do Sindsep (R. Fernandes Vieira, 64, Boa Vista).
Foi dada a largada para a VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que rola lá no Centro de Convenções até o dia 2 de outubro. Vai rolar lançamentos, debates, palestras e – a gente espera – muita pechincha pra quem, como eu, quer aproveitar bem os últimos anos (será?) da supremacia do livro em papel.
Esse ano eu vou participar do evento como nunca participei.
Já na segunda-feira, dia 26, participo de um bate papo com Delma Silva (MNDH) e Gabriel Santana (Rede de Bibliotecas Comunitárias da RMR) sobre literatura e direitos humanos. Vai ser uma conversa rapidinha e bacana, que começará às 16h no espaço “Círculo de Ideias”.
O nobre colega Alexandre Furtado também me chamou para uma mesa muito próxima à de um bar. Eu e meus particulares amigos João Freire e João Valadares vamos conversar sobre Literatura e Futebol. Questiono muito minhas credenciais como convidado, mas como glutão literário e apaixonado pelo mundo da bola, realmente não poderia perder essa oportunidade. A conversa é no Café Cultural e começa às 19h. Será que vende cerveja na Bienal?
A convite da cordelista Susana Morais, dois livros meus serão vendidos em seu estande. Kanimambo e Quasamar estão longe de serem lançamentos e já estão disponíveis em formato eletrônico. Mas pra quem gosta mesmo do cheiro do papel bem que pode me ajudar a livrar um espaçozinho na minha estante para novas aquisições. Susana se aboletará no stand 297, perto do Café Literário e da saída “E”.
Pra saber mais sobre o evento, vale a pena dar uma passada no próprio site bienalzístico.