Não fui eu quem inventou isso.
Mas sou um dos que acha que o mundo inteiro deveria ter o direito de votar para presidente dos Estados Unidos.
Afinal de contas, as decisões tomadas em Washington não raro afetam vários países do mundo.
Se você fosse do Iraque, não queria saber o que pensa e deseja o próximo dono da caneta?
Você que planta manga no sertão pernambucano, não quer também decidir se vai haver alguma mudança na política de taxas de importação?
Você não acha que deveria ter o direito de opinar sobre a política de imigração daquele país? Sobre os investimentos bélicos no mundo inteiro? Sobre o aumento ou redução de recursos para as diversas agências de cooperação que financiam projetos ao redor do planeta?
Poisé. Shana Melnysyn acaba de me dizer que turma do jornal The Economist está curiosa para saber o que o mundo pensa.
E está promovendo uma votação que na verdade não vale muita coisa – porque só participa quem tem acesso à Internet. Mas que é bastante interessante.
Fui lá há pouco e votei em Barack Obama, como se você já não imaginasse.
Parece que não fui o único.
O senador democrata está dando uma lavagem em John McCain na esmagadora maioria dos países em que há votos suficientes para contar.
O republicano só está ganhando em cinco: Congo, Cuba, Macedônia, Namíbia e Iraque. Sim, o Iraque é até este momento o lugar onde o aliado de Bush tem maior vantagem: 67% x 33%. Se bem que apenas pouco mais de 40 pessoas do país participaram.
Até quando eu digito este texto, só China e Índia haviam passado dos 1000 votos. O Brasil ainda não tinha chegado aos 300. Mesmo os estadosunidenses não tinham 500 votantes.
Se você quiser dar seu pitaco, é só apertar esse pitoco aqui e participar.
Eu não estava exatamente de bobeira, mas não poderia recusar o convite.
Em Montes Claros, norte de Minas, Andrey me chamou para uma partida de basquete inédita.
42 horas de bola quicando.
Isso mesmo. A partida que tinha se inciado na manhã da quinta-feira, só iria terminar na noite do sábado.
Idéia do professor Rogério Santana, responsável pela disciplina de basquete na Fundanor, uma das grandes universidades do estado.
Quem organiza são os estudantes do quinto período.
E todo mundo pode jogar. Até você.
Basta estar por lá e comprar uma camisa a R$ 10,00. Ou ganhar.
O mais legal é que não precisa saber jogar. Participando, dando risada, você já fez seu papel. São centenas de pessoas que se revezam ao longo das horas.
“Difícil mesmo são as madrugadas. A gente mesmo acaba jogando para que a bola não pare”, disse uma das alunas, enquanto organizava as turmas para entrar em quadra.
Joguei uns dez minutos. Duas assistências e uma cesta que levaram meu time aos 1120 pontos. E a partida não estava nem na metade.
A brincadeira já está em sua sexta edição. Na primeira, foram “só” 24 horas.
Os organizadores até já chamamos um gringo do Guiness para registrar o que imaginam ser a maior partida do mundo. O cara veio, cronometrou tudo, depois sumiu.
O nome de Arthur Sá de Melo, vocalista da banda Tabacos de Guevara, é por causa da rua onde ele nasceu, na Madalena.
Arthur Gonçalves.
Morávamos no Edifício Cissus e jogávamos futebol quase todos os dias. Uma trave era o portão. O outro, maior, ia de uma pilastra ao muro.
Henrique, o irmão de Arthur, era um dos poucos que tinha jeito com a bola e hoje tenta sua chance no esporte profissional. Mas a gente não deixava ele jogar. Pouco tamanho e muita marra.
Arthur, dia desses, me encontrou e me deu um CD.
“É um som que eu estou fazendo”.
Ouvi e gostei muito, especialmente de uma música. Acho que ela se chama “Amigo Imaginário”.
Começa assim: “Meu amigo imaginário não gosta de mim…”
Ela, e outras canções, podem ser ouvidas apertando esse pitoco aqui.
Agora Arthur me manda o panfleto virtual de seu show, no Cuba do Capibaribe, lugar supimpa aqui no Recife.
Arthur, não vai dar pra eu ir. Estou viajando.
Mas se eu fosse você, lendo essa nota, eu iria.
13 horas de Maceió a Montes Claros, no interior de Minas Gerais.
Cinco aeroportos diferentes, quatro aviões.
No final, um atraso básico de duas horas.
E eu ainda não sei do que é que aquela aeromoça estava rindo.
O garçon:
“Moro noutra cidade. Para chegar aqui todo dia, ando 60 quilômetros de moto”
“E o chefe ajuda na gasolina?”
“Ajuda nada. Quer dizer, ajuda, mas não sabe. A cada 10 cervejas que o cliente pede, eu só comando duas”.
Quando eu era mais pirrainha, eu gostava de fazer animação.
Pegava um bloco de papel e fazia uns bonequinhos chutando a bola, correndo, fazendo polichinelo (de onde veio esse nome, “polichinelo”)?
Minha falta de habilitade artística logo me tirou do ramo.
Mas continuo fã de bonequinhos que se movem, falam e contam histórias.
Esta terça-feira, dia 28, é o Dia Internacional da Animação.
Uma ruma de cidades vão participar. Aqui no Recife, as mostras e palestras já começam nesta quarta-feira, dia 22. Tudo de grátis.
Entre os organizadores da parada está o amigo Marcos Buccini, que me mandou o imeiu com o reclame.
Saiba mais sobre o que está acontecendo na sua cidade através desse site aqui.
E veja o clipe aí embaixo. Bem legal: