Sempre soube que esses rapazes tinham futuro.
Com Tonzinho, do bandolim, curti as primeiras cachaças da vida.
Sempre teve jeito com as cordas, o moço.
Bruno é melhor de poesia e gogó do que de futebol.
Gustavo fez muito bem em deixar o projeto “Coelho Master” e decidicar-se à sanfona.
Marcello Coelho e André Nunes se garantem nos batuques e nos ponches, você vai ver.
Aliás, logo no comecinho da banda, fizeram uma apresentação de gala na festa do meu Enlace com minha com(muita)sorte. Ou seja, já começaram muito bem.
Tenho pra mim que o Fim de Feira é um pouco mais que uma banda de forró. É bem dizer uma festa de cordas, derrepentes, risos e chacoalhos.
É tanto que minha música favorita, “Aí dentro, Papai Noel”, não está no reperório nem em canto nenhum.
Algumas canções você encontra aqui nesse pitoco, que vai dar no site deles.
Todas as do novo CD, “A Revolução dos Pebas”, você encontra no show de lançamento que acontece nesta quarta-feira, dia 22, no Teatro da UFPE, no Recife.
Os cantadores Edmílson Ferreira e Antônio Lisboa começam a festa já às 19h30.
O precinho é de estudante: R$ 5,00.
Se eu não estivesse em Alagoas, era para lá que eu iria.
Eu sou como muita gente, a maioria dos brasileiros.
Não tenho televisão por assinatura, de espécie alguma.
Como tenho a sorte (??) de viver num grande centro urbano, minha televisão pega vários canais abertos.
“Vários”, no caso, quer dizer sete.
Hoje pela manhã, esperava a hora de sair de casa. Mais por costume que por outra coisa, liguei a caixinha mágica.
Em três estações diferentes, o único assunto era o enterro da moça que foi assassinada pelo namorado-sequestrador-transtornado.
Um dos canais é a MTV que passava clipes de bandas que não me diziam nada.
Outro retransmite o SBT e mostrava episódios das antrolas do Tom & Jerry.
Noutro um apresentador com sotaque paulista ensinava a fazer pão e pintar o cabelo com uma tintura supimpa que patrocina o programa dele.
Finalmente, a TV pública mostrava um senhor falando uma coisa certamente interessante. Eu é que sou ignorante e não entendi nada.
Enquanto isso, fico sabendo que a Globo preferiu não ir a uma audiência pública na Câmara do Distrito Federal que discutia a renovação de sua concessão em Brasília.
Mais de 70% das pessoas que responderam à enquete sobre o fura-fila disseram que, polidamente, solicitariam ao furão que se dirigisse ao seu devido lugar ao final da fila.
Aula de polidez da galera que frequenta esse ambiente tão descolado e interessante.
Fim de semana passado fui para um casamento bacana, de uma amiga bacana.
Muitos amigos, muita comida, muita bebida, muita música.
Não foi a primeira vez que eu tinha tido a idéia de escrever esse texto.
Tenho ido a muitos casórios, de muitos amigos e amigas.
Acho que estou me especializando no assunto.
Assim, listo aqui algumas coisas que não podem faltar numa festa de casamento.
Se um dos itens faltar, não quer dizer que a farra ou a união será um fiasco.
Mas se todos estiverem presentes, o momento vai ser realmente memorável.
Aí vai:
Tou lendo que mais de cinco mil pessoas devem passar pelo enterro da adolescente que morreu depois de ficar mais de 100 horas sequestrada pelo ex-namorado em cadeia nacional de televisão.
Essa é mais ou menos a quantidade de gente que teve numa passeata (que eu achei enorme) antes do Fórum Social Brasileiro, há dois anos.
Se você mora no Recife, isso é o dobro da capacidade máxima do Teatro Guararapes, o maior da cidade.
É seguro afirmar que a imensa maioria dos que velam a garota jamais foram seus amigos.
É gente que viu o caso na televisão, como minha mãe e a sua.
Só que essa galera achou-se tão íntima da vítima que sentiu-se na obrigação de dar seu último adeus à adolescente.
Alguém devia estudar isso.
Érico perguntou, mas eu respondo a todo mundo.
O contato de Mark Burr, do Edifício Ecológico é:
markburr3@yahoo.com
Podem dizer que fui em quem deu.