A TV Cultura, de São Paulo, está prometendo acabar com a publicidade em programas para crianças a partir do ano que vem.
A decisão da emissora, que é controlada pela Fundação Padre Anchieta, ligada ao Governo do Estado de São Paulo, parte da pressão de diversas entidades da sociedade civil.
Assim como em diversos países do mundo, é preciso que a propaganda para crianças e adolescentes seja regulamentada – ou mesmo proibida.
Aqui no Brasil, todos os assuntos relativos à publicidade são “controlados” pelo Conar – Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária.
Prestem atenção no “auto”. Quer dizer que são as próprias agências publicitárias regulamentando-se a si próprios.
É como se o órgão de regulamentação da energia elétrica fosse composto pelas empresas concessionárias de energia.
Como se a vigilância sanitária fosse controlada pelo sindicato dos açougueiros.
Como se a Anac, da aviação civil, fosse controlada por um consórcio TAM+GOL.
Aqui entre nós. Não dá, né?
Um videozinho para forçar um sorriso na segundona de manhã. Indicação de Mad.
Animação: Paulo Zola Música: Francis Monteiro
Aperte o pitoco e dê um pulinho.
Hoje é o Dia Mundial Sem Carro.
Em várias partes do mundo, acontecem mobilizações para que as pessoas deixem o carango em casa.
É bom para o meio ambiente, bom para a saúde, bom para a cidade.
Se você chegar um pouco atrasada no trabalho, não se preocupe: vale a pena.
Pernambuco é um dos estados do Brasil que têm um Programa de Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos em Pernambuco.
A iniciativa é do governo federal e começou depois do assassinato da Irmã Dorothy Stang, no Pará. Foi lá que o programa começou e hoje existe também em Pernambuco e no Espírito Santo.
Em tese, o poder público, através dessa iniciativa, dá garantia de vida a defensores que estejam sob ameaça de morte.
Na prática… Bem, na prática não é exatamente desse jeito.
Um dos equívocos do programa, no meu modo de ver, é que – por exigência do governo federal e falta de maior epenho dos estaduais – o recurso (financeiro e humano) é controlado por ONGs ou Oscips. Isso é ruim porque proteger uma pessoa de ser morta não é tarefa de ONG.
Se o recurso não chega, por exemplo, de quem é a responsabilidade?
Executar políticas através de organizações sociais é prática cada vez mais frequente – e perigosa. Não é esse o papel das organizações. “Terceirizando” suas obrigações, o estado fica mais ‘leve’. Consequentemente, menos responsável pelo que são seus deveres.
Enfim. Com tudo isso, eu sou um dos que acredita que é melhor ter o programa do que não ter.
Mas esse post era só para dizer que o processo de seleção para trabalhar no programa está aberto até a próxima sexta-feira, dia 25 de setembro.
As vagas são para gente com formação em direito, psicologia e serviço social. Ah, também estão contratando motoristas. O salário vai de R$ 1 mil a R$ 2,5 mil.
Se você quiser fazer parte desse time, vai lá no site do Instituto do Desenvolvimento Social (www.idstp.org.br). São eles que estão fazendo a seleção.