Na tarde desta terça-feira, o Supremo Tribunal de Justiça reconheceu, por 4 votos a 1, o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Ou seja: o casório homossexual é mais ou menos como o Campeonato Brasileiro do Sport em 87. De vez em quando algum careta contesta e a justiça vai lá e – barabim barabum – confirma para a comemoração da maioria.
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Noutro canto de Brasília, os senadores também aprovavam a Lei do Acesso à Informação. Já não era sem tempo. A lei, que por aqui já vem sendo debatida há quase dez anos, já existe em mais de oitenta países no mundo. A grande sacada é que agora, dentro da administração pública, a regra é a transparência – sendo o sigilo a excessão. Isso quer dizer que qualquer cidadão ou cidadã tem o direito de saber tudo o que rola por trás dos gabinetes – muitas vezes mesmo sem ter que pedir. Acaba o sigilo eterno de documentos (mesmo os chamados “ultrassecretos” só podem ficar entocados por até no máximo (estourando) 50 anos.
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Finalmente, nesta quarta-feira (26) vai rolar na Câmara dos Deputados uma audiência pública sobre a censura que o jornal Folha de São Paulo impôs, através das ação judicial, ao blog Falha de São Paulo. Vai ser interessante ver os representantes do jornalão terem que explicar porque choram tanto com medo de controle social e ao mesmo tempo processam uma galera que os criticam com humor. A atividade deve começar às 14h, lá no plenário 3 da Câmara dos Deputados. Quem não estiver em Brasília vai poder acompanhar tudo pela Internet. Assim que a parada começar, dá pra ver o link pelo www.camara.gov.br/clp e no WebCâmara (www.camara.gov.br/webcamara).
A gente acostumou-se a ouvir em todo canto a turma dizendo que a Copa do Mundo está trazendo um monte de emprego pra cá.
O vídeo aí embaixo foi produzido pela galera do Recife Resiste e mostra um episódio que a gente não vê com muita frequência em outros canais. Trabalhadores parados, reclamando de baixos salários, horas extras abusivas e más condições de trabalho.
São esses os tais empregos da Copa?
A menina de quatro anos tem uma amiga chamada Vitória (ou Victória, não sei como se escreve).
Tem seis ou sete anos, é bonita, tem cabelos castanhos, é inteligente e tem diversos dos brinquedos que existem para vender na televisão e que a pequena gostaria de ter em casa.
Só quem não existe mesmo é Victória (ou Vitória, não sei como se escreve). Isso mesmo, é uma amiga imaginária. Fruto da fértil fantasia de uma menina que pensa demais.
O colégio onde estuda, o lugar onde mora e até mesmo as origens da familia de Vitória (ou Victória) variam. Mas as histórias são sempre interessantes. Se Victória (ou Vitória) foi para uma festa, uma viagem ou uma peça de teatro, pode ficar certa de que o passeio foi bacana.
Poucas coisas deixam a menina mais chateada do que alguém dizer abertamente que Vitória é fruto de sua imaginação.
Não raro, o pai cai na bobagem de revelar a invisibilidade da pequena amiga. Pura dificuldade para criar histórias tão criativas, possivelmente. Coisa de velho.
Nesse dia havia visitas em casa e o papis foi dar-lhe banho. Debaixo do chuveiro, a menina abriu o jogo.
“Não gosto quando você diz que Vitória é minha amiga imaginária”
“Mas ela não é imaginária?”
“Não, ela é de verdade”
“Tem certeza?”
“Tenho. Ela existe mesmo”
“Então é pra a gente dizer sempre que ela existe de verdade?”
“Sim”
“Mesmo ela sendo imaginária, é pra dizer que ela é de verdade?”
“Sim”
“Então tá”
“…”
“…”
“Já começa agora com seus amigos, viu?”
Vídeoclipe muuuito bacana de Yabas, produzido pelo MangueCrew, com direção de José Carbonel e edição de Leodomiro Neto.
Esse vídeo me foi mandado pelo primo Loscar