Pensada

26 Sep 2011 Categoria(s): Miscelânea

Perder uns quilinhos da barriga é fácil demais. Quero ver você tirar aquele peso das costas.

O veneno está na mesa

23 Sep 2011 Categoria(s): Zuvidizôio

A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos é uma iniciativa de divresas ONGs e movimentos sociais que pretende conscientizar a população sobre os perigos dos venenos agrícolas. O Brasil é o país em que mais se consomem esses defensivos, muitas vezes danosos a quem utiliza na lavoura e a quem consome os vegetais oriundos dessas lavouras. Os integrantes da campanha acreditam que uma mudança gradual do modo de produção de alimentos é possível e pode eliminar completamente a necessidade de agrotóxicos em nosso país.

O filme aqui embaixo, dirigido por Sílvio Tendler, vem sendo divulgado em todo o Brasil e promove essa discussão. No Recife, o próprio cineasta estará presente no evento de lançamento que acontece nesta sexta-feira (dia 23 de setembro), às 19h, no auditório do Sindsep (R. Fernandes Vieira, 64, Boa Vista).

Eu e a Bienal

23 Sep 2011 Categoria(s): Prateleira

Foi dada a largada para a VIII Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, que rola lá no Centro de Convenções até o dia 2 de outubro. Vai rolar lançamentos, debates, palestras e – a gente espera – muita pechincha pra quem, como eu, quer aproveitar bem os últimos anos (será?) da supremacia do livro em papel.

Esse ano eu vou participar do evento como nunca participei.

Já na segunda-feira, dia 26, participo de um bate papo com Delma Silva (MNDH) e Gabriel Santana (Rede de Bibliotecas Comunitárias da RMR) sobre literatura e direitos humanos. Vai ser uma conversa rapidinha e bacana, que começará às 16h no espaço “Círculo de Ideias”.

O nobre colega Alexandre Furtado também me chamou para uma mesa muito próxima à de um bar. Eu e meus particulares amigos João Freire e João Valadares vamos conversar sobre Literatura e Futebol. Questiono muito minhas credenciais como convidado, mas como glutão literário e apaixonado pelo mundo da bola, realmente não poderia perder essa oportunidade. A conversa é no Café Cultural e começa às 19h. Será que vende cerveja na Bienal?

A convite da cordelista Susana Morais, dois livros meus serão vendidos em seu estande. Kanimambo e Quasamar estão longe de serem lançamentos e já estão disponíveis em formato eletrônico. Mas pra quem gosta mesmo do cheiro do papel bem que pode me ajudar a livrar um espaçozinho na minha estante para novas aquisições. Susana se aboletará no stand 297, perto do Café Literário e da saída “E”.

Pra saber mais sobre o evento, vale a pena dar uma passada no próprio site bienalzístico.

A despolitização da política

23 Sep 2011 Categoria(s): Zôio

Dizer mais o quê?

Dia Mundial Sem Carro

22 Sep 2011 Categoria(s): Zuvidizôio

No #diamundialsemcarro, duas matérias bacanas feitas pelo Pé na Rua:

Existe democracia passiva?

21 Sep 2011 Categoria(s): AnaCrônicas

“Democracia é bom, mas dá um trabalho danado…”, diz um verso da turma do Quanta Ladeira, que tira onda de toda a população terrena em paródias bem sacadas e cantadas durante o Carnaval pernambucano. Não é à toa.

Pressupondo (como pressuponho) que a democracia tenha como princípio o exercício do poder pelo povo em toda a sua diversidade, é natural que, para que ela exista de fato, o povo realmente exerça esse tal poder. Sacou? Exercer, exercitar? Verbos de ação. De quem pega a faz.

Antes de mim, já disseram sobre a democracia que pode ser representativa ou participativa. Nessa última, que também atende pela alcunha de ‘direta’, a própria população que a terra há de comer é quem diz o que quer e como quer.

Por essas bandas, existem alguns instrumentos que fazem valer a participação. Audiências públicas são convocadas todas as semanas nas mais diversas casas legislativas para discutir leis, projetos ou programas. Dezenas de conferências acontecem todos os anos e definem políticas dos mais variados segmentos. Em alguns municípios, pedacinhos do orçamento público são definidos em consultas abertas. Até projeto de lei a sociedade pode propor sem precisar do Congresso. São os chamados PL de Iniciativa Popular. É difícil pra cacete, tem que pegar assinatura que só a gota serena. Mas que dá pra fazer, dá. Tá ligado o Ficha Limpa? Pronto, foi assim.

Na representativa, também chamada ‘indireta’, escolhemos pessoas ou grupos (partidos?) que – dã – têm a função de nos representar. Mas se engana que essa brincadeira termina quando a gente aperta o pitoco verde da urna eletrônica. Eleger não é dar carta branca a Seu Ninguém. Representação não é uma simples e plena cessão de autoridade. E aí, mizifia, não adianta ficar reclamando na frente da televisão. Vale nada mostrar toda a sua brabeza para o motorista de táxi, o garçom, a manicure ou o cabeleireiro. Pra fazer a democracia acontecer de verdade, também tem que se mexer.

É aí que você telefona pra a vereadora pra perguntar como ela vai se posicionar sobre determinado projeto. É quando junta a galera pra assinar uma cartinha cobrando o monitoramento daquela obra pública. Quando a estudantada pinta uns cartazes bacanas e arruma um ônibus pra levar todo mundo naquela sessão em que os deputados estão votando a verba para o ensino médio do ano que vem. Ou mesmo quando as redes sociais são acionadas pra botar milhares de pessoas nas ruas pedindo a descriminalização da maconha, do aborto ou o que quer que seja.

Às vezes é chato. Às vezes é um saco. Procurar acompanhar minimamente o trabalho dos três poderes driblando a crônica falta de acesso à informação que sempre assolou nossas políticas públicas, procurar se informar sobre os calendários, as consultas e as formas de participação. Tomar ocasionais chás de cadeira ou ser tomada como doida por aquele verea crente que sua função é usar verba de gabinete pra comprar ambulância.

Algumas coisinhas ajudam. Articular-se com grupos da sociedade civil (organizada ou desorganizada) que têm interesses comuns. Acompanhar de alguma forma o trabalho de movimentos que querem mais ou menos isso que você também quer. Aprender a usar as ferramentas das mídias sociais para fazer suas mensagens chegarem a seus representantes.

Ainda é cabuloso? É, pode ser cabuloso. É trabalhoso? É, pode ser trabalhoso. E pode ser divertido também.

Mas existe um sistema político em que você não precisa fazer absolutamente nada disso. O nome dele é ditadura. Não sei se você tá afins.

 

* Esse texto foi publicado originalmente no site do projeto Por Que a Gente é Assim

** A foto que ilustra este artigo mostra a galera de Palmares que foi à audiência da Frente Parlamentar da Comunicação na Mata Sul pernambucana e, junto com outras pessoas, entregaram uma lista de demandas aos parlamentares.

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