Se eu fosse você arrumava um amigo que tem o livro Vale Tudo – O som e a fúria de Tim Maia, escrito e lançado recentemente pelo jornalista e boa praça Nelson Motta. Apesar de não ser exatamente um mago das letras, o escriba é o tipo do homem que estava nos lugares certos, nas horas certas. Conheceu a nata da bossa nova quando a bossa tava começando. A mesma coisa com o rock brasil, o funk carioca (Furacão 2000 não, viu? Tim Maia) e tudo de interessante que rolava nas Noites Tropicais (outro bom livro) do Rio de Janeiro de 70 pra cá.
Surrupiei o calhamaço de 392 páginas do amigo Cezar Rocha e li em três dias.
Na prosa leve de Nelsinho (como é melhor conhecido por seus pareceiros) você vai descobrindo, pouco a pouco, um personagem que se fosse de ficção seria daqueles que o matuto conhece e diz: “que mentira da porra….”.
Na boca de Motta, Maia não poderia ser inventado. Em sua genialidade, em seu mal caratismo e eu sua bondade tão bem guardada que pouca gente conheceu. Além de um dos maiores músicos brasileiros desse século, Tim Maia do Brasil foi também uma figura humana das mais complexas (e simples) que o showbusiness nacional já conheceu.
No site da Editora Objetiva, que publicou a obra, o livro tá a venda por R$49,90. Mas aí eu não sei se eu dava não.
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