Querida bodegueira, querido bodegueiro,
Percebo, como você percebe, que a Bodega ficou meio negligenciada na Copa do Mundo. Prometo que vai mudar. Mas garanto que é promessa de político. Talvez mude, talvez não mude.
Enfim, não sei se você gosta de futebol. Eu sei que eu gosto mais do que deveria e Mundial acaba mudando inclusive meus horários. “Sobrou” pro blog. Mas, enquanto não começa o jogo da tarde, deixa eu dividir umas coisinhas com vocês. Faz de conta que é um twitter. Só que mais flexível.
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Até agora, na Copa (salvo o jogo da Alemanha), as melhores coisas para se assistir são as entrevistas de Maradona. Sua língua afiada é tão boa quanto costumava ver a perna esquerda. Acho até que deveriam deixar alguns jogos de lado para poder transmiti-las na íntegra.
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A marcação da Coreia do Norte é ótima. A da Nigéria, boa. A da Suíça, que não leva gol há mais de oito horas de jogo, fenomenal. Mas incrível mesmo é a marcação da jornalistada com Dunga.
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A cada jogo, a cada mesa redonda, a cada programa de “balanço da rodada”, a mesma frase ecoa em minha cabeça oca: o dinheiro mais fácil do futebol é, sem dúvida, o do comentarista.
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Se for pra fazer nas coxas, deveriam talvez parar de fazer as tais matérias “de ambiente” sobre a África do Sul. Dia desses, o rapaz da televisão disse que “o povo zulu, quando não está em guerra, é muito hospitaleiro” pra depois completar que “Os zulu já usam telefone celular”. Ninguém merece.
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É viagem minha ou a “copa dos atacantes” tá virando a “copa das retrancas?”
#Calabocagalvão!
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