Tá vendo essa foto aí de Ronaldo? Poisé. Ela traduz tudo o que me interessa nesse rapaz. Ele jogando bola. Bem ou mal. Ou bem, pra eu falar bem. Ou mal, pra eu falar mal. Isso porque gosto de futebol e, por incrível que possa parecer, me interesso pela seleção brasileira. Sei que esse cara aí é um dos maiores artilheiros que esse país já viu. Tem (ou tinha) uma explosão danada e uma capacidade sobrenatural de chutar bem com as duas pernas. Sabe (ou sabia) se posicionar muito bem e dá (ou dava) dribles desconcertantes mesmo com pouco espaço para trabalhar.

Agora, no tempo livre dele, me desculpe. Por mim, o gordinho pode fazer o que quiser. Se quiser fumar, que fume. Quer cheirar, acabe com o nariz.  Quer trepar com uma, duas, três, quatro travestis que trabalham com prostituição? Quer beijar a boca de um tigre? Quer enfiar um litro de cachaça pela orelha? Quer se pendurar num ventilador enquanto canta “Ciranda cirandinha”? Desculpe, não tenho nada a ver com isso.

Se ele foi recentemente extorquido, roubado, furtado, enganado, esbofeteado? E enfim, se foi vítima de qualquer crime previsto no Código Penal Brasileiro, eu tenho a impressão que cabe à polícia apurar a queixa (se houver queixa) e encaminhar o descoberto para que a Justiça faça sua parte.

Se você me perguntar alguma coisa, eu vou responder que acho realmente de um mal gosto terrível o cara ter que dar uma entrevista exclusiva (e combinadíssima) à Rede Globo para tirar do gogó uma ruma de respostas ensaiadas com o assessor de imprensa. Tudo para dar um esclarecimento a uma sociedade que, fora dos holofotes da celebridade, faz o que bem entende, na hora que bem entende. Especialmente esculhambar os outros.