Não entendo – e entendo – o efeito que alguns clubes têm sobre seus atletas. O Sport é um desses, digo logo.
Basta ver a dor do meia Romerito ao saber que ficará de fora da final da Copa do Brasil e sua esperança de, mesmo cumprindo contrato com um clube goiano, poder vir ao Recife assistir à partida decisiva contra o Corínthians.
Basta ver a alegria de Fumagalli ao voltar ao clube depois de uma temporada no exterior. Mesmo tendo recebido propostas melhores financeiramente, o atleta não exitou em voltar a vestir a camisa rubro-negra. Na época, deixou claro. “Se fosse só por dinheiro eu ficava no Catar”.
Basta ver o que eu vi ontem. No portão 2 do Morumbi, por onde entrava a torcida do Sport no jogo contra o Corínthians, um galego gordinho tomava calmamente sua latinha de Skol. Identificado, brindou com nosso pequeno grupo.
Tratava-se de Ribamar, craque do time que, em 1987, deu ao Sport o Campeonato Brasileiro. Na direita, era um triângulo difícil de esquecer. Betão, Ribamar, Robertinho.
“E aí, vai entrar por aqui?”, perguntei.
“E você achava que eu iria entrar por onde? Vim de Curitiba só pra ver o Sport. No Recife, vou também”, sapecou.
Se você não lembra ou não sabe, Ribamar é o galego que ilustra esse texto, num retrato de mais de vinte anos.
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