Eu gosto de dizer que a televisão está no divã.

A audiência cai a cada dia. O meio de comunicação mais influente de todos ainda é fortíssimo, mas já começa a se reinventar e se adequar aos tempos de convergência tecnológica.

Executivos, programadores, produtores e jornalistas têm feito peripécias para que, aos poucos, as pessoas sintam-se também parte da programação. Compreenderam que o público cansou de ser o “da poltrona” e quer exige um lugar na antena nossa de cada dia.

Não são raras reportagens sobre coisas que “acontecem” no mundo virtual, nos youtubes, twitters e orkuts da vida. O Fantástico, um dos ‘clássicos’ da tevê aberta, já começa a fazer com que você pense mesmo que está participando.

Lançou o “bola murcha” e o “bola cheia” no ano passado, convidando boleiros de todo o Brasil a enviar suas caneladas. Deu mais do que certo. Agora vem pedindo em tempo real contribuições em vídeo para animar reality shows ou mesmo para acrescentar o elemento audiovisual às suas enquetes.

Completamente carentes por ‘aparescência’, a turma contribui sem dó nem piedade. Crente que realmente estão ‘interagindo’, muita gente liga o computador e rapidinho responde às perguntas de Patrícia Poeta. Quer dizer, muita gente entre os menos de 20% de nós que acessam a Internet em casa.

Um lembrete: tema livre não voga. Só vale responder às provocações ou mandar seu vídeo elogiando alguma reportagem. Em outras palavras: bom no bom é bom demais.

Essa sequencia aí embaixo foi ao ar domingo passado. Fiquei sem palavras após ouvir a musiquinha do casal que aparece logo no começo.

E você, o que acha?