Eu gosto de dizer que a televisão está no divã.
A audiência cai a cada dia. O meio de comunicação mais influente de todos ainda é fortíssimo, mas já começa a se reinventar e se adequar aos tempos de convergência tecnológica.
Executivos, programadores, produtores e jornalistas têm feito peripécias para que, aos poucos, as pessoas sintam-se também parte da programação. Compreenderam que o público cansou de ser o “da poltrona” e quer exige um lugar na antena nossa de cada dia.
Não são raras reportagens sobre coisas que “acontecem” no mundo virtual, nos youtubes, twitters e orkuts da vida. O Fantástico, um dos ‘clássicos’ da tevê aberta, já começa a fazer com que você pense mesmo que está participando.
Lançou o “bola murcha” e o “bola cheia” no ano passado, convidando boleiros de todo o Brasil a enviar suas caneladas. Deu mais do que certo. Agora vem pedindo em tempo real contribuições em vídeo para animar reality shows ou mesmo para acrescentar o elemento audiovisual às suas enquetes.
Completamente carentes por ‘aparescência’, a turma contribui sem dó nem piedade. Crente que realmente estão ‘interagindo’, muita gente liga o computador e rapidinho responde às perguntas de Patrícia Poeta. Quer dizer, muita gente entre os menos de 20% de nós que acessam a Internet em casa.
Um lembrete: tema livre não voga. Só vale responder às provocações ou mandar seu vídeo elogiando alguma reportagem. Em outras palavras: bom no bom é bom demais.
Essa sequencia aí embaixo foi ao ar domingo passado. Fiquei sem palavras após ouvir a musiquinha do casal que aparece logo no começo.
E você, o que acha?
Matuto
3 de June de 2009 às 4:41 pm
Não existe isso! É falta do que fazer. A falta de programas educativos e de uma programação cultural fazem com que a sociedade “burra”, que ainda assiste TV aos domingos, desenvolva algo tão… sem palavras!