Fui assistir ontem à pré-estréia do filme Juízo, que deve estar entrando em cartaz por esses dias no Brasil inteiro. Ou pelo menos em várias cidades do Brasil. Ou pelo menos nas poucas cidades do Brasil que têm cinema. Quer dizer, nas poucas cidades do Brasil em que os poucos cinemas não estão completamente tomados pela produção de Roliúde.

Como eu não sou um homem de cinema, não vou me atrever a comentar ângulos nem sobre a ’saída’ que Maria Augusta Ramos encontrou para não identificar os adolescentes em conflito com a lei retratados no documentário.

Também não vou ficar viajando sobre os motivos de a diretora (que é especialista em música) não utilizar nenhum som externo ao que está sendo mostrado. Li em algum lugar ela dizendo que documentário não pode ter música, que ela acredita ser um fator ficcional. Enfim, não vou falar de cinema.

Mas vou falar que o filme é interessante, especialmente para não iniciados nos processos por que passa essa garotada sem perspectiva que, de uma hora pra a outra, se vê diante dos aparelhos de aplicação da lei no Brasil. O flime anterior de Maria Augusta, Justiça, é bem parecido – só que retrata pessoas com mais de 18 anos. Se você nunca entrou numa vara da infância ou numa unidade “socio-educativa” onde cumpre-se medida privativa de liberdade, vale muito a pena.

Se você já conhece essa realidade, corre até o risco de pensar que o documentário é arrumadinho demais. Mas não sou eu quem vou dizer.

Se você quiser dizer alguma coisa, acho legal você tentar ver o filme. O trailler é esse aqui embaixo.

Se você quiser saber mais alguma coisa, aperte nesse pitoco aqui