Tem gente (muito sabida) da minha familia considerando a compra antecipada do remédio que combate a gripe suína. Parece que Recife já tem um punhado de casos comprovados. Talvez mortes.

Antes de ir em frente, saiba que eu não duvido de nada disso e que, sim, me preocupo com a existência de uma nova doença.

Mas eu fico matutando sobre essa nova (??) epidemia e sobre tudo o que pode estar relacionado a tantos esforços de precaução. Afinal de contas, outras doenças como a malária, o cólera e a tuberculose e até a gripe “normal” matam muito mais gente sem tanto auê.

Recentemente, recebi o vídeo que coloco aí embaixo, do argentino Julián Alterini. Hoje, meu primo Loscar me enviou o link pra uma versão com legendas.

Tudo bem, você tem o direito de dizer (sem estar errado) que se trata de um documentário ativista, parcial, que defende claramente um lado sem escutar ‘o outro’. O ‘erro’ na divulgação da data correta de uma pesquisa (inclusive claramente divulgado nessa versão) é até um bom argumento se você achar isso.

Mesmo assim, vale a pena receber algumas informações, no mínimo, diferentes do que a mídia corporativa tem mostrado.

Uma coisa está clara. Para muitos segmentos, do entretenimento ao farmacêutico, a gripe é uma excelente “oportunidade de mercado”.

Peêsse: acabo de ganhar de dia dos pais o livro “Doutrina do Choque”, de Naomi Klein, que apenas comecei a ler. Tenho a impressão de que vou encontrar alguma coisa sobre isso.